São Paulo confirma casos de febre amarela no Vale do Paraíba e registra uma morte

Pacientes não estavam vacinados e autoridades reforçam importância da imunização para conter avanço da doença.

São Paulo registra três casos de febre amarela no Vale do Paraíba, com uma morte. Autoridades alertam para importância da vacinação.

Imagem: Reprodução/ Tomaz Silva/Agência Brasil

O estado de São Paulo confirmou três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba, conforme informou nesta quinta-feira (16) o Centro de Vigilância Epidemiológica. 

Entre os registros está a morte de um homem de 38 anos, morador de Cunha. Outros dois pacientes — uma mulher de 23 anos e um homem de 52 — residentes em Cruzeiro, estão em recuperação.

De acordo com o boletim epidemiológico, nenhum dos pacientes havia sido vacinado contra a doença, que pode ser prevenida por meio de imunização.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cunha informou que o homem que morreu trabalhava no setor de celulose em uma cidade vizinha, e que o local provável da infecção ainda está sendo investigado.

Apesar do óbito, a prefeitura de Cunha destacou que o caso é considerado isolado até o momento, sem outras suspeitas registradas na cidade. Ainda assim, medidas de vigilância e controle foram intensificadas na região para evitar novos casos.

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela. Segundo Regiane de Paula, da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, é essencial que a população verifique a situação vacinal antes de viajar para áreas de mata, zonas rurais ou regiões com circulação do vírus, especialmente em atividades de ecoturismo.

As autoridades também orientam que qualquer ocorrência de morte de macacos seja comunicada imediatamente aos serviços de saúde. Esses animais não transmitem a doença, mas funcionam como importantes indicadores da presença do vírus no ambiente.

A vacina contra a febre amarela é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde em Unidades Básicas de Saúde. O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não foram imunizadas também devem procurar a vacinação.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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