“Pílula do exercício” substitui a atividade física?

Em estudos com camundongos, a novidade demonstrou imitar alguns efeitos do exercício aeróbico

pilula do exercicio

(Imagem: Bowonpat Sakaew/Shutterstock)

Em estudos com camundongos, a novidade demonstrou imitar alguns efeitos do exercício aeróbico, como aumentar a queima de gordura, melhorar a resistência e induzir perda de peso em animais obesos, sem alterar o apetite. Mas será que o medicamento consegue substituir a atividade física?

O que os especialistas dizem sobre a “pílula do exercício”
Os próprios pesquisadores enfatizam que o composto não é um substituto para quem pode se exercitar.
A intenção é oferecer uma opção terapêutica para pessoas que não podem praticar atividades físicas devido à idade avançada, doenças como câncer, condições genéticas, atrofia muscular ou outras limitações severas.
Poderia também ajudar a preservar músculos em pacientes que perdem peso com outros medicamentos.

o Dr. Marco Aurélio Neves, ortopedista e especialista em cirurgia do Quadril e Joelho do Instituto da Mobilidade – SP, também deu a sua perspectiva sobre a “pílula do exercício”.

É importante entender que a “pílula” está longe de substituir tudo o que o exercício proporciona ao nosso corpo, destacou. “Ela pode ser um complemento em casos muito específicos, mas não um atalho para quem pode -e deve – se manter ativo”.

Até o momento, nenhum medicamento conseguiu replicar todos os efeitos do exercício real, complementou Neves.

“O exercício físico melhora a saúde de forma integrada. Ele fortalece ossos e articulações, melhora a capacidade respiratória e cardiovascular, reduz sintomas de ansiedade e depressão, estimula conexões cerebrais e até fortalece o sistema imunológico. Além disso, o movimento tem um papel social e emocional importante: ele nos conecta com outras pessoas, melhora o humor e nos traz senso de conquista. Nenhuma pílula é capaz de oferecer esse conjunto de benefícios.”

Dr. Marco Aurélio Neves, ortopedista e especialista em cirurgia do Quadril e Joelho do Instituto da Mobilidade – SP

Desenvolvido por cientistas, o composto SLU-PP-332, ou “pílula do exercício”, foi projetado para ativar proteínas chamadas Receptores Relacionados ao Estrogênio (ERRs). Essas proteínas desempenham um papel no metabolismo energético, especialmente em músculos e coração.

A “pílula do exercício” também pode gerar um impacto negativo na adesão às atividades físicas e pode ser mal interpretada como um substituto ao invés de um recurso complementar, acrescenta o especialista. “Por isso, é essencial que haja no futuro uma comunicação clara e ética sobre sua indicação e limites. Atividade física é insubstituível para quem pode praticá-la. Acredito que a pílula não será um atalho para a saúde e sim um auxílio para quem não pode se movimentar”.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Olhar Digital.
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