Em meio ao aumento das discussões sobre os impactos das apostas esportivas no Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a defender uma regulamentação mais rígida para a publicidade das chamadas “bets”.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (10), em São Paulo, durante coletiva após sua participação na inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin), no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, o avanço das plataformas de apostas online exige um tratamento semelhante ao adotado em políticas de combate ao tabagismo, especialmente no que diz respeito às restrições de propaganda. Para ele, o tema deve ser encarado como uma questão de saúde pública.
Padilha afirmou que, apesar de medidas já adotadas para impedir o acesso de crianças às plataformas, ainda há necessidade de ampliar as restrições.
Ele defendeu a atuação do Congresso Nacional na criação de regras mais severas, incluindo a redução da exposição do público à publicidade das apostas, como forma de conter o avanço do vício em jogos digitais.
O ministro também comparou o atual cenário das apostas online ao período em que o cigarro tinha ampla presença na mídia e no esporte. Segundo ele, a forte exposição publicitária contribuiu para a normalização do vício, o que reforça a necessidade de medidas mais duras no ambiente digital.
Em declarações anteriores, Padilha já havia destacado que o vício em jogos pode gerar impactos semelhantes aos do tabagismo, especialmente pela influência da publicidade no comportamento dos usuários, incluindo jovens.
Além do tema das apostas, o ministro comentou o reforço na fiscalização de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Ele afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado a vigilância sobre esses produtos, mas que ainda é necessário ampliar o controle sobre farmácias de manipulação.
Padilha alertou que algumas dessas unidades estariam operando em escala industrial, o que, segundo ele, exige a aplicação de normas regulatórias mais rigorosas para garantir a segurança sanitária da população.
*Da Agência Fonte Exclusiva
