O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Saúde
Saiba qual caminho um comprimido percorre até produzir seus efeitos no organismo.

Imagem | Reprodução/GETTY IMAGES

Medicamento procura a dor no corpo? Saiba como ele realmente funciona

Analgésicos não precisam necessariamente chegar ao local da dor para reduzir a percepção do sintoma

redacao Por redacao
31/07/2026 - 18:07
em Saúde
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

Quando uma pessoa toma um remédio para dor, o princípio ativo não percorre o organismo tentando identificar onde está o problema. Na maioria dos casos, ele é absorvido, entra na corrente sanguínea e se distribui por diferentes tecidos.

O efeito aparece quando a substância alcança, em concentração suficiente, estruturas biológicas com as quais consegue interagir. Entre elas estão receptores, enzimas, canais celulares e outras moléculas envolvidas no funcionamento do organismo.

Uma forma comum de explicar esse processo é comparar o medicamento a uma chave e o receptor a uma fechadura. A analogia ajuda a entender a compatibilidade molecular, mas não significa que a ligação seja completamente exclusiva.

Alguns medicamentos interagem com diferentes tipos de receptores ou chegam a vários tecidos. Isso explica tanto os efeitos desejados quanto parte das reações adversas.

Leia Também

Quedas levam quase 15 mil crianças a hospitais no Brasil em 2026

Brasil registra mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025

Como o medicamento chega ao organismo

A ação depende inicialmente da via de administração. Um medicamento pode ser aplicado diretamente sobre a pele, inalado, injetado ou ingerido.

Quando tomado em comprimido, ele geralmente percorre o sistema digestivo, dissolve-se e libera o princípio ativo. A maior parte da absorção costuma ocorrer no intestino, de onde a substância segue para a circulação.

Antes de alcançar o restante do corpo, alguns fármacos passam pelo fígado e podem sofrer o chamado metabolismo de primeira passagem. Esse processo reduz a quantidade do princípio ativo que efetivamente chega à circulação. O propranolol, por exemplo, é bem absorvido pelo trato gastrointestinal, mas apresenta menor disponibilidade no organismo devido ao metabolismo hepático intenso.

Depois da absorção, o medicamento é distribuído pelos tecidos. A quantidade que chega a cada região depende de fatores como fluxo sanguíneo, capacidade de atravessar membranas, ligação a proteínas e afinidade por água ou gordura.

Medicamentos com maior capacidade de se dissolver em gordura, por exemplo, podem atravessar mais facilmente determinadas barreiras e alcançar o sistema nervoso central.

Onde acontece o alívio da dor

Nem todo analgésico age diretamente no local dolorido. Alguns reduzem a produção de substâncias inflamatórias nos tecidos, enquanto outros atuam no cérebro ou na medula, diminuindo a transmissão ou a percepção da dor.

Portanto, o medicamento não precisa necessariamente se concentrar na região que dói. Ele pode interferir em uma etapa do processo que produz ou comunica o sinal doloroso.

O efeito também depende da dose. Para provocar uma resposta, o princípio ativo precisa alcançar uma concentração adequada no local onde estão seus alvos. Quantidades insuficientes podem não produzir o resultado esperado, enquanto doses excessivas aumentam o risco de toxicidade.

Por que surgem efeitos colaterais

A seletividade dos medicamentos não é absoluta. Um princípio ativo pode se ligar a receptores semelhantes presentes em outros órgãos e provocar efeitos que não fazem parte do objetivo principal do tratamento.

O propranolol é um exemplo. O medicamento bloqueia receptores beta-adrenérgicos e pode ser usado em diferentes condições cardiovasculares e neurológicas. Como não é seletivo, também bloqueia receptores beta-2 relacionados à dilatação dos brônquios, o que exige cautela em pessoas com asma.

Além disso, idade, funcionamento do fígado e dos rins, alimentação, genética e interação com outros medicamentos podem modificar a absorção, a eliminação e o efeito de uma substância.

Quando uma pessoa toma um remédio para dor, o princípio ativo não percorre o organismo tentando identificar onde está o problema. Na maioria dos casos, ele é absorvido, entra na corrente sanguínea e se distribui por diferentes tecidos.O efeito aparece quando a substância alcança, em concentração suficiente, estruturas biológicas com as quais consegue interagir. Entre elas estão receptores, enzimas, canais celulares e outras moléculas envolvidas no funcionamento do organismo. Uma forma comum de explicar esse processo é comparar o medicamento a uma chave e o receptor a uma fechadura. A analogia ajuda a entender a compatibilidade molecular, mas não significa que a ligação seja completamente exclusiva. Alguns medicamentos interagem com diferentes tipos de receptores ou chegam a vários tecidos. Isso explica tanto os efeitos desejados quanto parte das reações adversas. Como o medicamento chega ao organismo A ação depende inicialmente da via de administração. Um medicamento pode ser aplicado diretamente sobre a pele, inalado, injetado ou ingerido. Quando tomado em comprimido, ele geralmente percorre o sistema digestivo, dissolve-se e libera o princípio ativo. A maior parte da absorção costuma ocorrer no intestino, de onde a substância segue para a circulação. Antes de alcançar o restante do corpo, alguns fármacos passam pelo fígado e podem sofrer o chamado metabolismo de primeira passagem. Esse processo reduz a quantidade do princípio ativo que efetivamente chega à circulação. O propranolol, por exemplo, é bem absorvido pelo trato gastrointestinal, mas apresenta menor disponibilidade no organismo devido ao metabolismo hepático intenso. Depois da absorção, o medicamento é distribuído pelos tecidos. A quantidade que chega a cada região depende de fatores como fluxo sanguíneo, capacidade de atravessar membranas, ligação a proteínas e afinidade por água ou gordura. Medicamentos com maior capacidade de se dissolver em gordura, por exemplo, podem atravessar mais facilmente determinadas barreiras e alcançar o sistema nervoso central. Onde acontece o alívio da dor Nem todo analgésico age diretamente no local dolorido. Alguns reduzem a produção de substâncias inflamatórias nos tecidos, enquanto outros atuam no cérebro ou na medula, diminuindo a transmissão ou a percepção da dor. Portanto, o medicamento não precisa necessariamente se concentrar na região que dói. Ele pode interferir em uma etapa do processo que produz ou comunica o sinal doloroso. O efeito também depende da dose. Para provocar uma resposta, o princípio ativo precisa alcançar uma concentração adequada no local onde estão seus alvos. Quantidades insuficientes podem não produzir o resultado esperado, enquanto doses excessivas aumentam o risco de toxicidade. Por que surgem efeitos colaterais A seletividade dos medicamentos não é absoluta. Um princípio ativo pode se ligar a receptores semelhantes presentes em outros órgãos e provocar efeitos que não fazem parte do objetivo principal do tratamento. O propranolol é um exemplo. O medicamento bloqueia receptores beta-adrenérgicos e pode ser usado em diferentes condições cardiovasculares e neurológicas. Como não é seletivo, também bloqueia receptores beta-2 relacionados à dilatação dos brônquios, o que exige cautela em pessoas com asma. Além disso, idade, funcionamento do fígado e dos rins, alimentação, genética e interação com outros medicamentos podem modificar a absorção, a eliminação e o efeito de uma substância. O caminho de um comprimido Após ser ingerido, o medicamento normalmente passa pelas seguintes etapas: O comprimido se desintegra e libera o princípio ativo. A substância é absorvida, principalmente no intestino. Parte pode ser metabolizada pelo fígado antes de chegar à circulação geral. O princípio ativo é distribuído pelo sangue para diferentes tecidos. Ao encontrar alvos compatíveis e atingir concentração suficiente, começa a produzir seus efeitos. Depois, o medicamento é transformado e eliminado, principalmente pelo fígado e pelos rins. Automedicação exige cuidado Mesmo medicamentos vendidos sem receita podem provocar reações adversas, intoxicações e interações com outras substâncias. O uso inadequado também pode mascarar sintomas e retardar o diagnóstico de uma doença. Uma dor de cabeça, por exemplo, pode estar relacionada a diferentes condições. Repetir o uso de analgésicos sem investigar episódios frequentes, intensos ou acompanhados de outros sinais pode apenas aliviar temporariamente o sintoma. O Ministério da Saúde considera racional o uso de medicamentos adequados à condição clínica, em doses compatíveis com as necessidades individuais e pelo período correto. Mesmo nos produtos isentos de prescrição, a orientação de um médico ou farmacêutico ajuda a reduzir riscos.
Imagem | Ilustração

O caminho de um comprimido

Após ser ingerido, o medicamento normalmente passa pelas seguintes etapas:

  1. O comprimido se desintegra e libera o princípio ativo.
  2. A substância é absorvida, principalmente no intestino.
  3. Parte pode ser metabolizada pelo fígado antes de chegar à circulação geral.
  4. O princípio ativo é distribuído pelo sangue para diferentes tecidos.
  5. Ao encontrar alvos compatíveis e atingir concentração suficiente, começa a produzir seus efeitos.
  6. Depois, o medicamento é transformado e eliminado, principalmente pelo fígado e pelos rins.

Automedicação exige cuidado

Mesmo medicamentos vendidos sem receita podem provocar reações adversas, intoxicações e interações com outras substâncias. O uso inadequado também pode mascarar sintomas e retardar o diagnóstico de uma doença.

Uma dor de cabeça, por exemplo, pode estar relacionada a diferentes condições. Repetir o uso de analgésicos sem investigar episódios frequentes, intensos ou acompanhados de outros sinais pode apenas aliviar temporariamente o sintoma.

O Ministério da Saúde considera racional o uso de medicamentos adequados à condição clínica, em doses compatíveis com as necessidades individuais e pelo período correto. Mesmo nos produtos isentos de prescrição, a orientação de um médico ou farmacêutico ajuda a reduzir riscos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AfinidadeMolecular#Automedicacao#EfeitosColaterais#Informação #Analgésicos#Receptores#SaúdeEmFoco#UsoRacional
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Entrada de migrantes em Ceuta provoca mortes e tensão entre países europeus

Próxima notícia

Macaé lidera ranking fiscal entre cidades de grande porte do Sudeste

redacao

redacao

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital