A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para diminuir o risco de desenvolver Alzheimer e ajudar a preservar a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.
Embora a doença ainda não possa ser completamente evitada, especialistas afirmam que mudanças no estilo de vida podem retardar seu aparecimento e favorecer a manutenção das funções cognitivas.
Segundo informações divulgadas pelo g1 com base em estudos da neurocientista Lisa Mosconi, referência internacional em saúde cerebral feminina, cerca de dois terços dos casos de Alzheimer são diagnosticados em mulheres.
A pesquisadora destaca que o período da menopausa, geralmente entre os 45 e 50 anos, exige atenção especial devido às alterações hormonais que podem influenciar o funcionamento do cérebro.
De acordo com as pesquisas, a queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa pode aumentar a vulnerabilidade à doença. O hormônio desempenha funções importantes para a saúde cerebral, participando do fornecimento de energia aos neurônios, da manutenção do fluxo sanguíneo no cérebro e da proteção contra processos inflamatórios.
Os estudos também apontam que as alterações associadas ao Alzheimer podem começar muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas. Essa descoberta tem impulsionado pesquisas para desenvolver métodos capazes de identificar a doença de forma precoce.
Nos Estados Unidos, cientistas trabalham na criação de exames de sangue que detectem marcadores relacionados ao Alzheimer antes do aparecimento dos sinais clínicos. A expectativa é que esse tipo de tecnologia esteja disponível no Brasil nos próximos anos.
Enquanto esses avanços não chegam à prática clínica, especialistas reforçam que a melhor estratégia continua sendo a prevenção por meio de um estilo de vida saudável. Entre as principais recomendações estão a prática regular de atividades físicas, alimentação baseada em alimentos naturais, redução do consumo de açúcar e de produtos ultraprocessados, noites de sono adequadas e abandono de hábitos prejudiciais à saúde.
O controle do estresse também é apontado como um fator importante. Quando prolongado, ele aumenta a produção de cortisol, hormônio que pode favorecer inflamações e comprometer áreas cerebrais ligadas à memória e ao aprendizado.
Além dos cuidados com a saúde física, manter o cérebro ativo é considerado essencial. Ler, estudar, aprender um novo idioma, realizar cursos ou desenvolver novas habilidades são atividades que fortalecem as conexões neurais e podem contribuir para retardar o declínio cognitivo.
Embora nenhuma dessas medidas garanta a prevenção total do Alzheimer, pesquisadores avaliam que a combinação de hábitos saudáveis, estímulo intelectual contínuo e acompanhamento médico representa uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde cerebral e promover um envelhecimento com mais qualidade de vida.
*Da Agência Fonte Exclusiva
