É comum sentir receio ao tomar um medicamento novo ou receber uma vacina, mas a melhor forma de garantir segurança é com informação correta e acompanhamento médico.
Medicamentos e vacinas são essenciais para a saúde, mas cada organismo reage de maneira diferente. É fundamental diferenciar efeitos colaterais comuns, como sonolência ou dor de estômago, de reações alérgicas, quando o sistema imunológico reage à substância ativa.
Alguns sinais de alerta incluem coceira, manchas vermelhas, inchaço no rosto ou dificuldade para respirar. Segundo a médica Cláudia Valente, coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a penicilina está entre os medicamentos que mais causam alergias, enquanto o ibuprofeno tende a ser bem tolerado.
Não existe um teste universal para identificar alergias antes do uso de um medicamento ou vacina recém-lançada. Valente recomenda que pessoas com histórico de alergias a medicamentos ou alimentos leiam atentamente a bula e sigam orientação médica.
No caso das vacinas, reações leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa nas primeiras 48 horas, são normais e indicam que o sistema imunológico está funcionando.
Sintomas mais intensos ou persistentes devem ser comunicados imediatamente à unidade de saúde para notificação no sistema de farmacovigilância do Ministério da Saúde.
A especialista reforça que eventos adversos graves são raros: “Vacinas e medicamentos aprovados pela Anvisa são seguros. Sempre siga a orientação do seu médico e informe qualquer reação inesperada.”
O diagnóstico de alergias pode ser confirmado por testes cutâneos ou de provocação controlada, realizados sob supervisão médica. O acompanhamento profissional é essencial para prevenir complicações e garantir que o tratamento ou a imunização ocorram com segurança.
*Da Agência Fonte Exclusiva
