Cientista desenvolve dispositivo que regenera tecidos e evita amputações em pacientes com diabetes

A tecnologia combina luz LED e biomateriais para tratar feridas de difícil cicatrização em pacientes com diabetes

Novo dispositivo criado na UnB pode reduzir até 50 mil amputações anuais no Brasil.

Divulgação / Projeto Rapha

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveu uma tecnologia que pode transformar o tratamento de feridas crônicas em pessoas com diabetes. O projeto, coordenado pela professora de engenharia biomédica Suélia Rodrigues, resultou em um equipamento capaz de acelerar a regeneração de tecidos e reduzir drasticamente o número de amputações causadas pelo chamado “pé diabético” — uma das complicações mais graves da doença.

Estima-se que cerca de 50 mil amputações ocorram todos os anos no Brasil por conta desse problema. Com a nova tecnologia, a expectativa é diminuir esse número de forma significativa. O aparelho deve chegar ao mercado ainda neste semestre, após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O equipamento combina lâminas de látex com emissores de luz LED, permitindo o tratamento das feridas tanto em ambiente hospitalar quanto domiciliar, de forma segura e acessível. A fabricação ficará sob responsabilidade da empresa parceira Life Care Medical, que já obteve certificação do Inmetro e aguarda o registro final junto à Anvisa.

A pesquisa teve início em 2005, durante o doutorado de Suélia Rodrigues, e foi desenvolvida no Instituto de Engenharias Elétricas e Eletrônicas (IEEE). O estudo surgiu a partir da investigação de propriedades do látex e de sua aplicação em biomateriais voltados à regeneração tecidual.

O novo dispositivo representa um avanço importante na medicina regenerativa e pode colocar o Brasil entre os países líderes em inovação para o tratamento de feridas crônicas e prevenção de amputações.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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