Pesquisas recentes apontam que o câncer colorretal terá aumento significativo no Brasil nas próximas décadas, com crescimento projetado de 21% nos casos entre 2030 e 2040.
Os dados, divulgados em 10 de março, foram baseados em estudos da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) e de instituições brasileiras, incluindo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Atualmente, cerca de 65% dos diagnósticos são feitos em estágios avançados, quando a probabilidade de cura é menor.
O atraso no início do tratamento é mais frequente entre pessoas pretas e pardas, com menor escolaridade e aquelas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), muitas vezes obrigadas a se deslocar para outros municípios.
O câncer colorretal é o terceiro mais comum no país, atrás apenas do câncer de mama entre mulheres e do câncer de próstata entre homens.
Nos últimos 20 anos, a mortalidade relacionada à doença aumentou 120%, com destaque para adultos entre 30 e 69 anos.
Especialistas ressaltam que o controle da doença depende de três frentes principais: prevenção primária, para reduzir fatores de risco; detecção precoce, para identificar lesões antes que se agravem; e acesso rápido ao tratamento.
Segundo estudo publicado na The Lancet, os cânceres representam a segunda principal causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
No Brasil, a doença já é responsável pelo maior número de óbitos em algumas cidades, com expectativa de cerca de 518 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, excluindo tumores de pele não melanoma.
*Da Agência Fonte Exclusiva
