Brasil reforça vacinação e vigilância contra sarampo diante de surtos nas Américas

Primeiro caso de 2026 é registrado em bebê em São Paulo, e Ministério da Saúde alerta para importância de completar o esquema vacinal.

O Brasil intensifica ações de vacinação e monitoramento contra sarampo após aumento de casos nas Américas. Ministério da Saúde reforça a imunização em crianças e adultos sem comprovação vacinal.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O Brasil reforça medidas de vigilância e vacinação diante do aumento de casos de sarampo nas Américas, mantendo alerta máximo para proteger a população e preservar o status de área livre da doença, reconquistado em 2024.

Segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a atenção é intensificada devido aos surtos em países vizinhos e à circulação de turistas em eventos internacionais, como a Copa do Mundo, que será realizada em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, regiões com maior incidência da doença.

Em 2025, 14.891 casos de sarampo foram confirmados em 14 países das Américas, resultando em 29 mortes. Até 5 de março de 2026, já haviam sido registrados 7.145 casos no continente.

No Brasil, a primeira ocorrência deste ano foi confirmada recentemente em uma bebê de seis meses em São Paulo, que contraiu a doença durante viagem à Bolívia, atualmente em surto. No ano passado, foram 38 casos confirmados no país. Apesar disso, Gatti reforça que não há transmissão sustentada em território nacional, mantendo a certificação de área livre da doença.

O Ministério da Saúde mantém campanhas de vacinação em áreas de fronteira e reforça a importância de completar o esquema vacinal previsto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A imunização contra o sarampo é aplicada em duas doses: aos 12 meses (tríplice viral) e aos 15 meses (tetraviral). Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema corretamente. Pessoas de até 59 anos sem comprovação vacinal também devem se imunizar.

Em casos suspeitos, o PNI realiza bloqueio vacinal imediato, aplicando a vacina a todos os contatos próximos do paciente e promovendo busca ativa em residências, unidades de saúde e laboratórios.

Bebês entre seis meses e um ano podem receber a “dose zero” em situações de risco, mantendo as doses regulares posteriormente. Pacientes confirmados e suas comunidades são monitorados por três meses para garantir que não ocorram novos casos.

Gatti destaca que o país possui capacidade de resposta para evitar a repetição de cenários de outros países, mas a grande circulação de turistas exige vigilância constante.

A Anvisa reforça mensagens sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos, alertando para a necessidade de manter altas coberturas vacinais.

O Brasil segue combinando vacinação, monitoramento rigoroso e ações de conscientização para enfrentar o sarampo em um contexto de intensa mobilidade nacional e internacional.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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