Tarifa do metrô do Rio não terá reajuste após decisão do governo estadual

Estado assume subsídio financeiro para impedir aumento da passagem e reduzir impacto no bolso dos usuários.

Governo do Estado suspende aumento da tarifa do metrô do Rio e mantém valor atual para passageiros em 2026.

Divulgação / MetrôRio

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou o cancelamento do reajuste da tarifa do metrô carioca que estava previsto para entrar em vigor nos próximos meses. Com a decisão, o valor da passagem permanece em R$ 7,90, evitando o aumento que elevaria o preço para R$ 8,20.

O reajuste havia sido aprovado dentro das regras contratuais da concessão do sistema metroviário e autorizado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp). No entanto, o governo estadual decidiu suspender a atualização tarifária diante do impacto econômico para os usuários do transporte público.

Segundo o Executivo estadual, a manutenção do valor atual será possível por meio de um subsídio financeiro destinado ao sistema metroviário. A medida tem como objetivo equilibrar os custos operacionais da concessionária sem repassar o aumento diretamente aos passageiros.

O governo informou ainda que a decisão busca preservar o poder de compra da população que utiliza o metrô diariamente para deslocamento entre casa e trabalho, especialmente em um cenário de aumento do custo de vida.

Além da tarifa comum, a Tarifa Social também permanece mantida, garantindo o valor reduzido para passageiros cadastrados em programas sociais.

O metrô do Rio de Janeiro é considerado um dos sistemas mais caros do país, e o anúncio repercutiu entre usuários e especialistas em mobilidade urbana, que defendem políticas públicas voltadas para ampliar o acesso ao transporte coletivo e reduzir o peso das tarifas no orçamento das famílias.

O congelamento do preço vale até o fim de 2026, segundo o governo estadual. A administração também informou que seguirá avaliando alternativas para garantir sustentabilidade financeira ao sistema sem novos reajustes imediatos.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

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