STF proíbe emendas a entidades com parentes de parlamentares na direção

Ministro Flávio Dino determina que recursos públicos não podem favorecer familiares de congressistas, reforçando combate ao nepotismo e à improbidade.

STF proíbe emendas parlamentares a entidades com familiares de congressistas na direção, em decisão de Flávio Dino que visa combater nepotismo, peculato e garantir transparência no uso de recursos públicos.

Imagem: Reprodução/ STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15) que emendas parlamentares não poderão ser destinadas a entidades do terceiro setor que tenham familiares do parlamentar responsável na direção, incluindo cônjuges, parentes de assessores e sócios ligados a esses congressistas.

A medida também vale para prestadores de serviços e fornecedores com vínculos familiares com parlamentares.

Segundo Dino, a prática compromete a impessoalidade da administração pública, transformando recursos públicos em “moeda de afeto, conveniência ou lealdade pessoal”. O ministro alertou que a ação pode configurar peculato, afetando a legitimidade das despesas e prejudicando a confiança da população nas instituições democráticas.

De acordo com levantamento publicado pelo jornal O Globo, as emendas parlamentares destinadas a ONGs somaram R$ 3,5 bilhões na atual legislatura, um aumento de 410% em relação ao período de 2019 a 2022, superando em mais de três vezes o valor destinado a estados e ao Distrito Federal.

Dino ressaltou que existem indícios de que os recursos têm sido direcionados a interesses privados, configurando potencial malversação de verbas públicas.

A decisão faz parte de um conjunto de medidas do STF iniciadas em 2022, voltadas à transparência e rastreabilidade do uso do dinheiro público. Em decisões anteriores, o ministro já havia bloqueado repasses a ONGs sem sede comprovada, reforçando o compromisso da Corte com a fiscalização e o uso correto de recursos públicos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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