STF manda prender empresário por suspeita de compra de dados ilegais

Caso envolve informações da esposa de Alexandre de Moraes.

PF investiga esquema que pode ter acessado dados de mais de 1.800 pessoas.

Operação da Polícia Federal investiga esquema de acesso ilegal a dados sigilosos de autoridades no Brasil. 📸 Divulgação / Polícia Federal / STF

A Polícia Federal (PF) realiza buscas, desde a manhã desta quarta-feira (1º), pelo empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, de 65 anos, suspeito de participação em um esquema de obtenção ilegal de dados sigilosos envolvendo autoridades brasileiras.

O mandado de prisão preventiva foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de uma investigação que apura o acesso indevido a informações protegidas por sigilo fiscal e o possível comércio desses dados.

Segundo as apurações, o empresário é suspeito de ter solicitado e adquirido informações confidenciais relacionadas à esposa do ministro Alexandre de Moraes. Os dados teriam sido obtidos por meio de acessos irregulares a sistemas restritos, o que levanta a hipótese de envolvimento de terceiros com acesso privilegiado.

Esquema sob investigação

As investigações indicam que o caso pode fazer parte de um esquema mais amplo, estruturado para acessar e comercializar informações sensíveis de autoridades públicas e seus familiares.

A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que dados de diversas pessoas tenham sido consultados ilegalmente, incluindo integrantes de órgãos públicos e figuras de destaque no cenário político e institucional do país.

Possível pagamento por informações

Depoimentos reunidos ao longo da investigação apontam que o empresário teria realizado pagamentos para obter os dados. A apuração busca esclarecer quem executava os acessos e de que forma as informações eram repassadas.

Mandados e diligências

Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. No entanto, o empresário não foi localizado até o momento e é considerado foragido.

Investigação continua

A Polícia Federal segue com as diligências para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do esquema. O caso permanece sob sigilo judicial e é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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