STF determina triagem de mensagens do caso Banco Master após vazamentos

Medida ocorre após exposição de conversas pessoais ligadas ao caso na CPMI do INSS

Polícia Federal fará triagem de conversas de investigado do Banco Master após vazamento de conteúdo íntimo

Imagem | Divulgação/Banco Master

A Polícia Federal deve realizar uma nova análise do conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com o objetivo de separar informações relevantes para a investigação de dados que pertencem à vida privada do investigado. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens pessoais que expuseram terceiros sem relação com o caso.

A decisão ocorre após sucessivos vazamentos de conversas que vieram à tona depois que o material foi compartilhado com a CPMI do INSS. Entre os conteúdos divulgados estavam mensagens de caráter íntimo, incluindo trocas entre Vorcaro e sua ex-companheira, Martha Graeff, que não é alvo da investigação e já sinalizou que pretende adotar medidas judiciais.

Histórico do caso

O processo teve mudanças recentes no Supremo. Em um primeiro momento, o ministro Dias Toffoli havia determinado sigilo sobre o material, restringindo o acesso à presidência do Senado. Posteriormente, com a redistribuição do caso, André Mendonça autorizou o envio das informações à CPMI, o que acabou resultando na circulação indevida de parte das conversas.

Mesmo com a adoção de medidas de segurança, como o armazenamento dos dados em ambiente controlado, os vazamentos continuaram, gerando críticas dentro do próprio STF e aumentando a preocupação com a exposição indevida de informações pessoais.

Diante desse cenário, Mendonça determinou que a Polícia Federal faça uma triagem detalhada do material, com a retirada dos equipamentos do local onde estavam armazenados, para garantir uma análise mais criteriosa dos dados.

Privacidade em foco

A decisão busca estabelecer um limite claro entre o que interessa à investigação e o que deve permanecer protegido por se tratar de conteúdo pessoal. O entendimento é de que informações sem relevância investigativa, especialmente aquelas relacionadas à intimidade do investigado ou de terceiros, não devem ser compartilhadas com a comissão parlamentar.

O caso reacende o debate sobre o uso e a divulgação de dados obtidos em investigações, especialmente diante do risco de exposição de pessoas que não fazem parte do processo.

A determinação do STF foi classificada como urgente e inclui a comunicação imediata à Polícia Federal, à CPMI do INSS e à defesa de Daniel Vorcaro.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile