STF decide futuro do núcleo 2 da trama golpista a partir de terça

Réus podem ser presos, perder mandatos e ficar inelegíveis; julgamento analisa cinco crimes graves atribuídos ao grupo.

STF julga seis réus do núcleo 2 por tentativa de golpe em 2022

Imagem: Agência Senado

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na próxima terça-feira (9), o julgamento da ação penal que envolve seis réus apontados como integrantes do chamado núcleo 2, grupo acusado de atuar na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022.

Se condenados, eles podem receber penas de prisão, perder cargos e mandatos, além de se tornarem inelegíveis. As possíveis sanções estão previstas na Constituição Federal, no Código Penal e na Lei da Ficha Limpa. A execução das penas só ocorre após o fim de todos os recursos.

Quem são os réus do núcleo 2

O processo envolve seis investigados que ocupavam postos estratégicos durante o governo anterior:

Crimes apontados pelo Ministério Público

Os seis réus respondem por cinco delitos:

Como será o julgamento

O caso está em análise no STF desde abril, após fase de coleta de provas e depoimentos. A Primeira Turma decidirá se os acusados serão condenados ou absolvidos. Em caso de absolvição, o processo é encerrado.

Se houver condenação, os ministros fixam as penas e determinam efeitos civis e administrativos, que podem incluir:

Direitos políticos, inelegibilidade e impacto para militares

Uma condenação definitiva implica perda de direitos políticos, impedindo o réu de votar ou disputar eleições.

A Lei da Ficha Limpa estabelece ainda que condenados por organização criminosa fiquem inelegíveis por oito anos após o cumprimento da pena.

Para os dois militares envolvidos, caso a punição ultrapasse dois anos de prisão, o Superior Tribunal Militar poderá decidir pela perda de posto e patente.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile