STF anula sindicância sobre Bolsonaro após traumatismo leve

Alexandre de Moraes reforça limites legais de conselhos profissionais e determina que PF ouça presidente do CFM.

Moraes determina que PF ouça presidente do CFM sobre nota de Bolsonaro

Reprodução/Instagram @jairmessiasbolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal (PF) ouça o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, após a divulgação de uma nota sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes considerou nula a determinação do CFM de instaurar sindicância relacionada ao atendimento médico prestado a Bolsonaro enquanto estava sob custódia da PF.

O CFM havia publicado uma nota expressando preocupação com a assistência médica a Bolsonaro e solicitado ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura de sindicância. A medida, segundo Moraes, extrapolou a competência legal da entidade e configurou um “flagrante desvio de finalidade”.

O episódio teve início após Bolsonaro sofrer uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, que levou o ex-presidente ao Hospital DF Star para avaliação médica. Os exames realizados — tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma — indicaram que ele sofreu um traumatismo craniano leve, sem lesões intracranianas graves. Durante o atendimento, ele apresentou tontura, desequilíbrio e oscilação de memória, mas permaneceu estável clinicamente e retornou à custódia da PF após a avaliação.

A determinação de Moraes inclui que a PF ouça o presidente do CFM no prazo de 10 dias para esclarecer os motivos da nota e da tentativa de sindicância, reforçando o controle legal sobre ações de órgãos reguladores em situações que envolvam figuras públicas. Além disso, o ministro requisitou que o Hospital DF Star encaminhe ao STF todos os exames e laudos médicos realizados em Bolsonaro.

A decisão do STF gerou repercussão política imediata, com familiares e aliados de Bolsonaro criticando a anulação da sindicância e questionando a atuação de Moraes. Especialistas ressaltam que o caso reacende debates sobre limites de atuação de conselhos profissionais, transparência médica e poderes do Judiciário sobre órgãos reguladores.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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