Putin culpa Europa e declara que guerra está perto do fim

Putin relembrou as conversas em Istambul e criticou a influência de países europeus sobre Kiev.

Vladimir Putin afirmou que a guerra na Ucrânia está chegando ao fim, criticou o apoio europeu a Kiev e disse que a Rússia resistiu às tentativas de enfraquecimento do país.

Legion-media.ru / Kremlin Pool/Russian Government/Alamy Live News via RT

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que a guerra na Ucrânia estaria “chegando ao fim”. A declaração foi feita em coletiva de imprensa em Moscou, logo após as celebrações do Dia da Vitória, uma das datas mais simbólicas do calendário russo.

Segundo Putin, o conflito se prolongou por influência de países europeus, que teriam incentivado o governo ucraniano a continuar a guerra. O líder russo afirmou que, nas negociações realizadas em 2022 em Istambul, representantes da Ucrânia chegaram a assinar documentos com propostas de acordo, mas o processo foi interrompido após pressões externas.

“Eles esperavam uma derrota esmagadora da Rússia e até o colapso do Estado em poucos meses. Isso não aconteceu”, declarou Putin, ao afirmar que as estratégias do Ocidente fracassaram.

O presidente também revelou que a retirada das tropas russas dos arredores de Kiev, no início da guerra, ocorreu a pedido do presidente da França, Emmanuel Macron. De acordo com Putin, Macron argumentou que a Ucrânia não poderia firmar um acordo de paz enquanto a capital permanecesse sob forte pressão militar.

Durante a coletiva, Putin voltou a acusar as chamadas “elites globalistas” de alimentar o conflito ao oferecer apoio financeiro, político e militar à Ucrânia.

Apesar do tom otimista, o presidente russo não apresentou prazo para o fim da guerra nem detalhou condições para um eventual cessar-fogo ou acordo definitivo.

O conflito, iniciado em fevereiro de 2022, já provocou uma das maiores crises humanitárias da Europa nas últimas décadas, com centenas de milhares de mortos e feridos, milhões de deslocados e impactos significativos sobre os mercados globais de energia, alimentos e segurança.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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