Projeto de lei propõe multa de até R$ 30 mil para quem usar bebê reborn para furar filas

Proposta apresentada na Câmara dos Deputados busca coibir fraudes em atendimentos prioritários com bonecos hiper-realistas; valores das multas podem ser revertidos em ações para a primeira infância.

Um projeto de lei quer multar em até R$ 30 mil quem usar bonecos "bebê reborn" para burlar filas e serviços prioritários no Brasil. Entenda a proposta, a motivação e para onde vai o dinheiro arrecadado.

Influenciadora Carolina Rossi, também conhecida como 'Sweet Carol' realizando um 'parto' da boneca bebê reborn — Foto: Reprodução/Instagram

A Câmara dos Deputados começou a analisar um projeto de lei que propõe multa de até R$ 30 mil para quem utilizar bonecos hiper-realistas — conhecidos como “bebês reborn” — para usufruir indevidamente de benefícios destinados a crianças de colo, como prioridade em filas, assentos preferenciais e atendimento em serviços públicos.

Apresentado pelo deputado federal Dr. Zacharias Calil (União Brasil-GO), o Projeto de Lei 2320/2025 prevê penalidades financeiras que variam de cinco a vinte salários mínimos — atualmente, de R$ 7.590 a R$ 30.360. Em caso de reincidência, o valor da multa pode dobrar.

A proposta surgiu após relatos de pessoas utilizando bonecos reborn para acessar preferências em unidades de saúde, transportes e outros serviços públicos, prejudicando o atendimento a pessoas que realmente têm direito à prioridade, como gestantes, idosos, pessoas com deficiência e responsáveis por crianças pequenas.

“O uso indevido dessa prerrogativa acaba sobrecarregando os serviços e causando danos reais àqueles que necessitam de atenção especial”, argumentou o deputado.

Pelo projeto, os valores arrecadados com as multas seriam destinados aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente nos âmbitos municipal, estadual ou federal, com o objetivo de financiar políticas voltadas à primeira infância.

A proposta ainda está em fase inicial de tramitação e precisa passar pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário, e posteriormente para o Senado Federal.

O uso de bonecos hiper-realistas como estratégia para burlar o sistema tem causado indignação nas redes sociais, reacendendo o debate sobre o uso ético desses objetos e a necessidade de reforçar a fiscalização em serviços com atendimento preferencial.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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