O plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026 reúne propostas para diferentes áreas da administração federal. Intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o documento tem 76 páginas e estabelece diretrizes para o período de 2027 a 2030.
Entre os principais pontos estão a redução de despesas públicas, a diminuição do número de ministérios e cargos comissionados, a digitalização de serviços, mudanças na segurança pública e uma revisão de regras tributárias. O programa também apresenta propostas para educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, saneamento e habitação.
Segurança pública
A segurança ocupa uma das primeiras partes do programa. O candidato propõe classificar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas e ampliar a atuação federal no combate ao crime organizado.
O plano prevê ainda a criação de um sistema nacional de fronteiras com participação das Forças Armadas e das polícias, além do aumento dos investimentos federais na área.
Outra proposta é reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O documento também menciona a criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima e outras medidas de endurecimento penal.
Economia e redução de despesas
Na área econômica, o programa apresenta o chamado “Tesouraço”, que prevê cortar pelo menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e diminuir despesas administrativas.
O plano também propõe revisar normas tributárias e trabalhistas, além de alterar pontos da reforma tributária. Entre as medidas está a redução da carga sobre o consumo e a simplificação do sistema de impostos.
A proposta inclui ainda investimentos em infraestrutura e logística para reduzir custos de transporte, especialmente no escoamento de alimentos, além da ampliação da capacidade de armazenamento da produção agrícola.
Digitalização e saúde
A tecnologia aparece como uma ferramenta para reduzir burocracias e ampliar o acesso da população aos serviços públicos.
Na saúde, uma das propostas é digitalizar os prontuários médicos e permitir o compartilhamento de informações entre diferentes unidades, inclusive da rede privada. O programa também prevê alternativas de atendimento por telefone e aplicativos em locais com falta de médicos ou dificuldade de acesso a especialistas.
O documento mantém ainda a defesa da vacinação e apresenta medidas para ampliar o uso de tecnologia na gestão do sistema de saúde.
Educação
Na educação, o plano propõe a adoção do método fônico no processo de alfabetização e a criação de vouchers para que famílias possam utilizar recursos em creches particulares quando não houver vagas suficientes na rede pública.
Outra iniciativa é o Programa Acolher, que prevê pagamento a estudantes com bom desempenho para que ofereçam reforço escolar a outros alunos.
O programa também defende a ampliação do ensino técnico, das escolas cívico-militares, da educação em tempo integral e de conteúdos ligados à robótica, economia digital e empreendedorismo.
Meio ambiente, energia e infraestrutura
Na área ambiental, o plano propõe mudanças no processo de licenciamento e alterações nas atribuições de órgãos como Ibama e Funai.
O documento também defende a expansão da produção de petróleo e gás e menciona a possibilidade de exploração por meio do fracking. Entre as propostas estão ainda incentivos para combustíveis sustentáveis destinados à aviação e medidas para acelerar projetos de mineração.
Para o saneamento, o programa prevê ampliar concessões e parcerias com empresas privadas, com o objetivo de aumentar o acesso à água e avançar na eliminação de lixões.
Habitação e serviços públicos
Na habitação, Flávio Bolsonaro propõe retomar o programa Casa Verde e Amarela e estabelece como meta a construção de 2,5 milhões de moradias.
O plano também prevê maior uso de ferramentas digitais na administração pública, com a intenção de reduzir burocracias e facilitar o acesso dos cidadãos a serviços federais.
As propostas fazem parte dos nove eixos do documento, que incluem segurança, políticas para mulheres, serviços públicos, custo de vida, educação e saúde, desenvolvimento econômico, infraestrutura, instituições e administração pública.
*Da Agência Fonte Exclusiva
