Licença de 10 dias: Bacellar se afasta do mandato após semana preso

Afastado da presidência da Alerj, deputado cumpre decisão de Moraes e evita agendas públicas após soltura.

Ex-deputado do RJ é preso novamente e levado para presídio de segurança máxima no Rio.

Imagem: divulgação/Alerj

Um dia depois de ser libertado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) protocolou nesta quarta-feira (10/12) um pedido de licença de 10 dias, válido entre 10 e 19 de dezembro. O parlamentar poderia se afastar por até 120 dias sem perder o mandato, mas optou por um período curto.

A estrutura da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) permanece sob comando interino do vice-presidente Guilherme Delaroli (PL). Qualquer mudança efetiva só ocorreria em caso de renúncia — possibilidade que não foi cogitada publicamente.

Prisão e soltura: sete dias sob custódia

Bacellar ficou sete dias preso preventivamente no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas para beneficiar o ex-deputado TH Joias, preso em setembro e investigado por ligação com o Comando Vermelho.

A prisão foi determinada por Moraes, que também afastou Bacellar da presidência da Alerj, embora ele tivesse mantido o direito ao mandato.

O deputado deixou a Superintendência da PF na noite de terça-feira (9/12), passou a usar tornozeleira eletrônica e cumpre recolhimento domiciliar. A libertação ocorreu após a Alerj aprovar, por 42 votos a 21, com duas abstenções, a revogação da prisão.

Medidas cautelares impostas por Moraes

Suspeitas que levaram à investigação

A PF atribui a Bacellar o repasse de informações da Operação Zargun, deflagrada em setembro, ao deputado TH Joias. Mensagens interceptadas sugerem que o vazamento poderia ter prejudicado a investigação.

Relatórios também apontam que Bacellar teria orientado o ex-parlamentar a retirar objetos de sua residência para evitar apreensões.

A defesa nega irregularidades e afirma que a prisão preventiva não tinha sustentação legal.

Durante as diligências, a PF apreendeu R$ 90.840 em espécie no carro oficial do deputado e três celulares, que serão periciados.

O que é a Operação Zargun

A ação investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo lideranças do Comando Vermelho no Complexo do Alemão e agentes públicos. Entre os alvos estão policiais militares, um delegado federal, ex-secretários e TH Joias.

As suspeitas incluem:

Moraes citou “fortes indícios” da participação de Bacellar e classificou como grave a “infiltração política” da facção no Rio.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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