O senador Flávio Bolsonaro (PL) contou, durante uma transmissão ao vivo, como decidiu deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Flávio relatou que, ao sair do encontro, encontrou agentes da Polícia Federal que aguardavam para comunicar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a entrega de seus passaportes.
O senador afirmou que interpretou a situação como o início de uma perseguição política e disse ter comentado sua percepção com o pai.
“Então eu olhei para a cara dele e falei: pai, começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria, porque todos sabem que o Brasil hoje vive um regime de exceção”, declarou durante a transmissão.
Conversa com Jair Bolsonaro influenciou decisão
De acordo com a versão apresentada por Flávio, Jair Bolsonaro pediu alguns instantes para conversar em particular depois de ouvir o relato do filho. O senador afirmou que a reação do ex-presidente teve peso na decisão que tomaria posteriormente.
“E ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas e falou: ‘Já sabe onde é que eles querem chegar com isso’. Eu falei: pai, já sei. Acho que Deus está no comando de tudo. Estou preparado. Vou enfrentar. Agora eu sei o que eu tenho que fazer”, relatou.
Após deixar a residência do pai, Flávio disse que conversou com a esposa e decidiu viajar para os Estados Unidos acompanhado da família.
Senador nega fuga e promete manter atuação política
Durante a transmissão, o parlamentar rejeitou a interpretação de que teria fugido do país. Segundo ele, a viagem foi uma decisão estratégica para continuar exercendo influência política mesmo estando fora do território brasileiro.
Flávio afirmou que pretende manter uma “voz ativa” no cenário político nacional durante sua permanência no exterior.
O senador também declarou que a saída foi organizada de maneira reservada. De acordo com seu relato, ele não comunicou previamente a decisão aos integrantes de sua equipe nem a outras pessoas ligadas à campanha.
“Até porque, se soubesse, a chance de dar errado seria maior”, explicou.
Relato foi apresentado pelo próprio parlamentar
As circunstâncias que antecederam a viagem foram detalhadas pelo próprio Flávio Bolsonaro durante a transmissão ao vivo. As declarações sobre perseguição política e os motivos da saída do país representam a interpretação apresentada pelo senador sobre os acontecimentos.
O episódio envolve ainda a determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes sobre a entrega dos passaportes, medida que, segundo Flávio, foi comunicada por agentes da Polícia Federal após sua visita ao pai.
*Da Agência Fonte Exclusiva
