Combate à desinformação é chave para eleições livres, diz TSE

Ministra Cármen Lúcia destaca importância da informação correta e da segurança nas urnas eletrônicas brasileiras.

A preservação da integridade do processo eleitoral passa, necessariamente, pelo enfrentamento à desinformação. A avaliação é da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, que participou nesta terça-feira (27) de um seminário sobre segurança, comunicação e fake news.

Segundo a ministra, o avanço tecnológico, especialmente o uso inadequado da inteligência artificial, impõe novos desafios às eleições. Ela alertou que ferramentas digitais, quando utilizadas de forma irresponsável, podem distorcer fatos, manipular percepções e induzir o eleitor ao erro, comprometendo a liberdade de escolha.

Cármen Lúcia destacou que a disseminação de conteúdos falsos cada vez mais sofisticados cria um ambiente de confusão informacional, no qual o cidadão acredita estar bem informado, mas acaba tomando decisões baseadas em dados manipulados. Em muitos casos, a percepção do engano ocorre apenas após o processo eleitoral.

Para a presidente do TSE, o acesso à informação correta e transparente é a principal estratégia para combater esse cenário. Ela defendeu que o eleitor tenha clareza sobre quando um conteúdo é falso, como foi produzido e quais providências foram adotadas para sua retirada, fortalecendo a confiança no processo democrático.

A ministra também alertou que a propagação da dúvida e da desconfiança fragiliza os alicerces da democracia. Segundo ela, eleições precisam ocorrer em um ambiente seguro, pacífico e livre de intimidações, garantindo tranquilidade para eleitores e candidatos.

Carmen Lúcia reforçou ainda a necessidade de segurança em múltiplas dimensões — pessoal, social e política — para assegurar que o direito ao voto seja exercido de forma livre e consciente, sem qualquer tipo de coerção.

Ao final, a presidente do TSE reiterou a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro. Ela lembrou que as urnas não são conectadas à internet e não permitem interferência humana, assegurando sigilo, segurança e fidelidade na relação entre eleitor e voto.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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