O Partido Liberal (PL) pretende manter Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado Federal em 2027. A posição foi reafirmada neste sábado (31) pelo senador eleito Carlos Bolsonaro, em um vídeo publicado nas redes sociais após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na gravação, Carlos abordou tanto a articulação política para a escolha do próximo comando da Casa quanto a situação pessoal do ex-presidente. Ele afirmou estar preocupado com a saúde do pai e relatou que Bolsonaro voltou a apresentar episódios de soluço depois do segundo turno das eleições presidenciais.
O senador eleito também comentou a ausência dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que estão nos Estados Unidos, e disse que o pai sente saudade dos filhos.
Carlos demonstra preocupação com a saúde de Jair Bolsonaro
Durante o relato, Carlos afirmou que também está apreensivo com o estado psicológico do ex-presidente. Ele mencionou mudanças na aparência física do pai, como aumento do volume abdominal e perda de peso.
Jair Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Na ocasião, o então candidato teve uma lesão intestinal e, desde então, passou por diferentes procedimentos cirúrgicos.
As informações sobre os sintomas e as mudanças físicas foram relatadas por Carlos após o encontro familiar. Elas, entretanto, não substituem uma avaliação médica nem permitem determinar, isoladamente, o estado clínico do ex-presidente.
PL mantém Rogério Marinho na disputa pelo Senado
Além das questões familiares, Carlos confirmou que o PL não pretende mudar sua posição na disputa pela presidência do Senado. O partido continuará apoiando Rogério Marinho para o cargo.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, data em que os novos senadores também tomarão posse. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretende disputar a reeleição.
A escolha será uma das primeiras articulações políticas do novo período legislativo. O resultado definirá quem ficará responsável por conduzir as sessões, organizar a pauta de votações e coordenar os trabalhos do Senado pelos próximos dois anos.
*Da Agência Fonte Exclusiva
