Reeleita para um segundo mandato em Cardoso Moreira (RJ), no Norte Fluminense, a prefeita Geane Vincler (União Brasil) será empossada nesta terça-feira (31) em um ambiente de incerteza.
Ela enfrenta uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por compra de votos, abuso do poder político e abuso do poder econômico. Em suas alegações finais, o Ministério Público Eleitoral (MPE) já opinou pela cassação de Geane e da vice Neriete Navarro (PP).
Diante dos elementos de convicção, é grande a probabilidade de anulação do pleito e convocação de novas eleições ainda no próximo ano. Caso isso ocorra, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já tem um entendimento de que o custo de um novo pleito seja financiado pelos candidatos que deram causa a anulação da eleição anterior, mediante bloqueio de bens, se for necessário.
Cardoso Moreira (RJ): AIJE sobre compra de votos
Entenda o caso
Os relatos demonstram o uso amplo e irrestrito da máquina pública na disputa eleitoral, com ingredientes de ameaças ostensivas por meio de grupos que se assemelham a milicianos encarregados de executarem coação eleitoral.
Dois eleitores testemunharam que receberam R$ 800 para votar em Geane. O dinheiro, segundo o relato, foi destinado a angariar os votos de toda a família. No depoimento, a eleitora destaca que a prefeita foi à sua casa negociar pessoalmente.
O parecer do MPE é assinado pelo promotor Marcelo Faria Alvarenga. Ele pede a cassação do diploma de prefeito e vice, além da inelegibilidade por 8 anos. Em primeira instância, o processo será julgado pelo juízo da 141ª Zona Eleitoral de Italva/Cardoso Moreira (RJ).
