Após G20, Lula critica movimentação militar dos EUA e alerta para risco de conflito na América do Sul

Presidente afirmou estar “muito preocupado” com possível investida contra a Venezuela e defendeu diálogo para evitar repetição de guerras como a da Ucrânia.

Governo brasileiro afirma que medida não é prevista na legislação.

Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a presença militar norte-americana no mar do Caribe, diante da possibilidade de uma ofensiva contra a Venezuela.

A declaração foi dada em Johannesburgo, na África do Sul, após Lula participar da reunião de Cúpula do G20.

Segundo o presidente brasileiro, qualquer escalada militar na região ameaça a estabilidade da América do Sul, historicamente reconhecida como uma zona de paz.

“Eu estou preocupado, porque a América do Sul é considerada uma zona de paz. Nós não temos armas nucleares, não temos bomba atômica. Nosso compromisso é trabalhar para se desenvolver e crescer. Me preocupa muito o aparato militar que os Estados Unidos colocaram no Mar do Caribe, e eu pretendo conversar com o presidente Trump sobre isso”, afirmou.

Lula destacou ainda a responsabilidade brasileira diante da proximidade geográfica com a Venezuela.

“O Brasil tem responsabilidade na América do Sul. O Brasil faz fronteira com a Venezuela, e isso não é pouca coisa. Não vejo sentido em ter uma guerra agora. Não podemos repetir o erro da guerra entre Rússia e Ucrânia: para começar basta um tiro, mas para terminar ninguém sabe como termina”, disse.

O presidente reforçou que busca evitar qualquer conflito no continente.

“Quero dizer que estou muito preocupado e gostaria que não acontecesse nada, absolutamente nada militarmente na América do Sul.”

*Da Agência Fonte Exclusiva

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