Defesa de Bolsonaro recua no STF e retira pedido para interromper pena de 27 anos

Advogados mantiveram a ação que busca anular a condenação do ex-presidente no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

Defesa de Bolsonaro desiste de suspender pena de 27 anos e três meses no STF, mas mantém revisão criminal para tentar anular condenação.

📸Reprodução/ Molina/STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desistiu, nesta quinta-feira (24), do pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A decisão foi comunicada após uma reavaliação da estratégia jurídica adotada pelos advogados. Apesar da retirada da solicitação, a defesa manteve a revisão criminal que busca anular a condenação do ex-presidente.

O pedido de suspensão havia sido encaminhado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da revisão criminal. A intenção era interromper a execução da pena enquanto o Supremo analisasse os argumentos apresentados para contestar a decisão.

Defesa questiona julgamento pela Primeira Turma

Um dos principais pontos levantados pelos advogados é a competência da Primeira Turma do STF para julgar o processo. A defesa sustenta que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, composto pelos 11 ministros.

O argumento é que os fatos investigados estão relacionados ao período em que o ex-presidente ainda exercia o mandato, circunstância que, segundo os advogados, justificaria a análise do caso pelo plenário.

A tese já havia sido rejeitada durante a ação penal, mas foi retomada na revisão criminal, instrumento utilizado pela defesa para tentar reverter a condenação.

Condenação permanece em vigor

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Com a desistência do pedido de suspensão, não há mudança no cumprimento da pena. A revisão criminal continua em tramitação no Supremo, sem que a condenação tenha sido anulada.

A análise dos argumentos apresentados pela defesa ficará sob responsabilidade de Nunes Marques, relator do processo.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile