Durante um ato realizado na capital mexicana, a secretária-geral da seção 22 da CNTE em Oaxaca, Jenny Aracely Pérez, afirmou que a mobilização pode ganhar maior dimensão se o governo não apresentar soluções concretas. Segundo ela, a crise política, econômica e de segurança enfrentada pelo país não pode ser ignorada pelos trabalhadores da educação.
A mesma posição foi reforçada por lideranças sindicais em outros estados. Em Guerrero, o dirigente Gervasio Hernández declarou, em entrevista à Rádio Fórmula, que a continuidade do impasse pode levar à interrupção de atividades em um momento estratégico para o país, como o período da Copa do Mundo.
A mobilização ocorre em um contexto sensível, já que o México será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, ao lado dos Estados Unidos e do Canadá. A possibilidade de protestos durante o evento esportivo internacional gera preocupação quanto à logística, segurança e imagem do país.
Questionada sobre o risco de manifestações afetarem o torneio, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governo mantém diálogo com a CNTE, mas indicou que não pretende se reunir diretamente com os representantes do movimento neste momento.
O desfecho das negociações nos próximos dias será decisivo para definir os rumos da mobilização e o impacto potencial sobre eventos de grande porte no país.
*Da Agência Fonte Exclusiva
