Professores no México iniciam greve de 72 horas e ameaçam afetar Copa do Mundo de 2026

Categoria cobra revogação de reformas, aumento salarial e mais investimentos; governo afirma manter diálogo, mas descarta reunião direta

Greve de professores no México pressiona governo e ameaça Copa de 2026

Gettyimages.ru / Daniel Cardenas/Anadolu via RT

A Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), no México, iniciou nesta quarta-feira (18) uma paralisação nacional de 72 horas em protesto contra políticas educacionais e condições de trabalho.
O movimento reúne professores de diferentes regiões do país e já sinaliza a possibilidade de uma nova greve durante a Copa do Mundo de 2026, caso as reivindicações não sejam atendidas.

Durante um ato realizado na capital mexicana, a secretária-geral da seção 22 da CNTE em Oaxaca, Jenny Aracely Pérez, afirmou que a mobilização pode ganhar maior dimensão se o governo não apresentar soluções concretas. Segundo ela, a crise política, econômica e de segurança enfrentada pelo país não pode ser ignorada pelos trabalhadores da educação.

A mesma posição foi reforçada por lideranças sindicais em outros estados. Em Guerrero, o dirigente Gervasio Hernández declarou, em entrevista à Rádio Fórmula, que a continuidade do impasse pode levar à interrupção de atividades em um momento estratégico para o país, como o período da Copa do Mundo.

Professores mexicanos protestam por melhores condições e salários. Reprodução / Agência internacional
Entre as principais demandas da categoria estão a revogação da reforma educacional aprovada em 2019 e mudanças na Lei do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE), responsável por regulamentar benefícios e direitos trabalhistas. Os professores também reivindicam aumento salarial de até 100%, ampliação do orçamento para a educação pública e melhores condições de trabalho.

A mobilização ocorre em um contexto sensível, já que o México será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, ao lado dos Estados Unidos e do Canadá. A possibilidade de protestos durante o evento esportivo internacional gera preocupação quanto à logística, segurança e imagem do país.

Questionada sobre o risco de manifestações afetarem o torneio, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governo mantém diálogo com a CNTE, mas indicou que não pretende se reunir diretamente com os representantes do movimento neste momento.

O desfecho das negociações nos próximos dias será decisivo para definir os rumos da mobilização e o impacto potencial sobre eventos de grande porte no país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile