Copa do Mundo de 2026 começa com formato inédito, shows globais e debates sobre imigração

Mundial sediado por México, Estados Unidos e Canadá terá 48 seleções e já enfrenta controvérsias diplomáticas antes da estreia.

Copa do Mundo de 2026 começa com formato ampliado, três países-sede, grandes shows de abertura e debates sobre imigração nos Estados Unidos.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

A Copa do Mundo FIFA de 2026 começa nesta quinta-feira (11) cercada por expectativa global, novidades históricas e também por debates políticos e diplomáticos que já movimentam os bastidores do torneio antes mesmo da bola rolar.

Pela primeira vez na história, a principal competição do futebol mundial será realizada simultaneamente em três países: México, Estados Unidos e Canadá.

O torneio também estreia um novo formato, ampliado de 32 para 48 seleções participantes.

Segundo a FIFA, a edição de 2022, realizada no Catar, foi acompanhada por cerca de 5 bilhões de pessoas em todo o planeta. A final entre Argentina national football team e France national football team ultrapassou 1,5 bilhão de espectadores, consolidando-se como a maior audiência esportiva já registrada.

O impacto digital também chamou atenção. Dados da FIFA apontam que a Copa de 2022 acumulou aproximadamente 262 bilhões de visualizações em plataformas digitais e quase 6 bilhões de interações nas redes sociais.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o sucesso do torneio está ligado à capacidade do futebol de conectar culturas e unir povos de diferentes regiões do mundo.

Para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais essa integração devido à realização simultânea em três países com identidades culturais distintas.

A edição de 2026 também promete se tornar a maior da história em extensão territorial, número de partidas e quantidade de seleções participantes. O novo modelo ampliará o volume de jogos e a presença de torcedores de diferentes continentes.

Entre as curiosidades do torneio está a repetição do confronto entre México e África do Sul na abertura da competição, repetindo o mesmo duelo inaugural da Copa de 2010. Será a primeira vez que isso acontece desde a adoção oficial do modelo de jogo único de abertura.

Outro marco histórico envolve o Estádio Azteca, que se tornará o primeiro estádio do mundo a sediar três cerimônias de abertura de Copas do Mundo, após receber os eventos inaugurais de 1970, 1986 e agora 2026.

A cerimônia de abertura contará com um formato inédito organizado pela FIFA: os chamados “Countdown Concerts”, eventos simultâneos realizados na Cidade do México, em Toronto e em Los Angeles, com transmissões integradas entre os três países-sede.

No México, a programação destacará referências culturais tradicionais, incluindo música, dança, folclore contemporâneo e manifestações artísticas ligadas à identidade mexicana, como o papel picado. Entre os artistas confirmados estão Shakira, Alejandro Fernández, J Balvin, Maná e Los Ángeles Azules.

Nos Estados Unidos, o palco de Los Angeles terá apresentações de Katy Perry, Future, Lisa, Rema e da brasileira Anitta.

Já no Canadá, os shows contarão com nomes como Alanis Morissette, Michael Bublé e Alessia Cara.

Apesar do clima festivo, a competição já começou cercada por controvérsias relacionadas principalmente às políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos.

Um dos casos de maior repercussão envolve o atacante iraquiano Aymen Hussein, que teria sido submetido a longo interrogatório na imigração norte-americana, incluindo inspeção de celular e restrições temporárias de entrada no país.

Outro episódio internacionalmente comentado ocorreu com o árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos ao desembarcar no aeroporto de Miami. Segundo autoridades migratórias, a decisão ocorreu por “preocupações relacionadas à verificação de antecedentes”, sem maiores detalhes. Artan seria o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo.

A Iran national football team também precisou alterar sua logística após dificuldades para permanecer hospedada em território norte-americano. A delegação passou a utilizar Tijuana como base, realizando deslocamentos frequentes para partidas nos Estados Unidos.

Além disso, torcedores iranianos relataram cancelamentos de ingressos e dificuldades na obtenção de vistos às vésperas da competição, ampliando o debate sobre o impacto das tensões diplomáticas e das políticas migratórias na realização do Mundial de 2026.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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