Venezuela registra mais de 430 réplicas após terremotos que deixaram 1.430 mortos

Autoridades mantêm estado de emergência, enquanto equipes de resgate seguem buscando sobreviventes em áreas atingidas pelos abalos.

Venezuela registra mais de 430 réplicas após dois fortes terremotos que deixaram 1.430 mortos e milhares de feridos. La Guaira está entre as áreas mais afetadas.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Jesus Vargas/ Via RT

A Venezuela continua em situação crítica após os fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). Quatro dias depois dos abalos principais, as autoridades informaram que mais de 430 réplicas já foram registradas, mantendo a população em alerta e aumentando os riscos em áreas onde prédios, casas e estruturas públicas já estavam comprometidos.

O novo balanço foi divulgado neste sábado (27) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Segundo as informações oficiais, os terremotos deixaram 1.430 mortos e 3.238 feridos. Os números ainda podem ser atualizados, já que as buscas continuam em diferentes regiões afetadas.

Os dois tremores ocorreram pouco depois das 18h, no horário local, e provocaram pânico em várias cidades venezuelanas. O primeiro abalo teve magnitude 7,2. Pouco depois, um segundo terremoto, de magnitude 7,5, ampliou a destruição e agravou a situação de emergência.

A sequência sísmica foi sentida em diferentes pontos do país. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram prédios balançando, pessoas correndo para as ruas, estruturas danificadas e moradores tentando deixar áreas de risco. Em locais mais atingidos, equipes de emergência passaram a trabalhar entre escombros em busca de sobreviventes.

La Guaira aparece entre as regiões mais afetadas. O estado, localizado próximo à capital Caracas, foi classificado como zona de desastre pelas autoridades venezuelanas. A orientação oficial é que a população evite deslocamentos para a área, tanto pelo risco de novos desabamentos quanto pela necessidade de liberar acesso para ambulâncias, bombeiros, equipes médicas e grupos de resgate.

As réplicas registradas desde os terremotos principais aumentam a preocupação. Mesmo quando têm magnitude menor, esses tremores posteriores podem provocar novos danos em edifícios rachados, encostas instáveis e estruturas já enfraquecidas. Por isso, especialistas costumam alertar que o período após grandes terremotos também exige atenção extrema.

A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou estado de emergência diante da dimensão da tragédia. A prioridade das autoridades é localizar sobreviventes, atender feridos, remover escombros e oferecer abrigo a famílias que precisaram deixar suas casas. Também estão sendo avaliados danos em hospitais, escolas, estradas, redes de energia, abastecimento de água e sistemas de comunicação.

O desastre ocorre em um país que já enfrentava dificuldades econômicas, sociais e estruturais. Esse cenário torna a resposta à emergência ainda mais complexa. Em várias regiões, serviços públicos já operavam sob pressão antes dos terremotos, o que aumenta os desafios para atendimento médico, transporte de ajuda humanitária e acolhimento dos desabrigados.

A situação também mobiliza preocupação internacional. Países vizinhos, organismos humanitários e entidades de apoio acompanham a evolução da crise, enquanto cresce a expectativa por reforço externo nas operações de busca, resgate e atendimento às vítimas.

Para milhares de venezuelanos, o medo ainda domina a rotina. Muitas famílias seguem fora de casa, em áreas abertas ou abrigos improvisados, receosas de retornar a imóveis danificados. Em locais onde há risco de colapso, as autoridades avaliam quais construções podem ser acessadas com segurança.

O trabalho das equipes de resgate é considerado decisivo nas próximas horas. A cada dia, diminuem as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros, mas as buscas continuam em pontos onde há relatos de desaparecidos e sinais de pessoas presas.

A combinação de mortes, feridos, desabrigados, infraestrutura danificada e centenas de réplicas coloca a Venezuela diante de uma das maiores emergências naturais de sua história recente. A resposta ao desastre exigirá coordenação entre governo, equipes técnicas, voluntários e ajuda internacional.

Enquanto os tremores secundários continuam sendo monitorados, a prioridade é salvar vidas, garantir atendimento aos feridos e reduzir novos riscos para a população. A tragédia deixa um rastro de destruição e reforça a urgência de ações rápidas para proteger comunidades vulneráveis nas áreas mais atingidas.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile