Venezuela reforça segurança na fronteira com a Colômbia após atentado em Cúcuta

Governo de Nicolás Maduro mobilizou forças militares, policiais e autoridades locais para evitar que a tensão no país vizinho provoque impactos em território venezuelano.

Venezuela reforça a segurança na fronteira com a Colômbia após atentado em Cúcuta e anuncia mobilização de militares e policiais.

Imagem: Reprodução/Gettyimages.ru / Ivan McGregor / Anadolu/ Via RT

A tensão na região de fronteira entre Venezuela e Colômbia levou o governo venezuelano a ampliar a presença de forças de segurança na área. O ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, informou que militares, policiais e autoridades locais foram mobilizados para prevenir possíveis consequências de conflitos registrados no território colombiano.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do qual Cabello é secretário-geral. Na ocasião, o ministro afirmou que o governo acompanha os acontecimentos no país vizinho e lamenta situações de violência, independentemente de onde ocorram.

Segundo ele, a mobilização tem caráter preventivo e busca evitar que episódios de instabilidade ultrapassem a fronteira e atinjam a população venezuelana.

Colômbia anuncia militarização de Cúcuta

O reforço na segurança venezuelana ocorre após o governo colombiano anunciar a militarização de Cúcuta, cidade localizada no departamento de Norte de Santander, próxima à fronteira com o estado venezuelano de Táchira.

A decisão foi tomada depois de um atentado com explosivos registrado na terça-feira (27), nas proximidades da ponte internacional Francisco de Paula Santander. A ocorrência deixou várias pessoas feridas e aumentou a preocupação com a segurança na região.

Durante a coletiva, Cabello afirmou que a Venezuela não pretende interferir nos assuntos internos de outros países e defendeu que o princípio de respeito à soberania seja aplicado igualmente nas relações internacionais.

“Não nos metemos nos assuntos internos de ninguém, porque sempre esperamos que não se metam nos nossos assuntos internos”, declarou.

O ministro acrescentou que o Estado venezuelano tem a responsabilidade de proteger seus cidadãos diante de possíveis ameaças à estabilidade regional. A atuação das forças de segurança, segundo ele, pretende impedir que a população seja afetada por uma situação de conflito que não envolve diretamente o país.

Cabello comenta assassinato em Guasdualito

Na mesma entrevista, o ministro também mencionou um assassinato ocorrido em Guasdualito, município do estado venezuelano de Apure, próximo à fronteira com o departamento colombiano de Arauca.

De acordo com Cabello, o crime aconteceu dois dias antes da coletiva e apresentou circunstâncias que ele classificou como incomuns. O governador da região teria se deslocado até o local acompanhado de sua equipe e de autoridades responsáveis pela investigação.

“Há dois dias, ocorreu um incidente em Guasdualito e uma pessoa foi assassinada em circunstâncias muito estranhas. O que fez o governador? Foi até o local com toda a sua equipe e as autoridades para investigar o que aconteceu”, afirmou.

Ao encerrar sua manifestação, Cabello citou uma declaração da presidente Delcy Rodríguez sobre a posição do governo diante dos episódios de violência e da possibilidade de instabilidade na região.

“A presidente foi muito clara: ‘Não queremos conflitos internos na Venezuela, muito menos conflitos que não são nossos’”, disse o ministro.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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