O Uruguai realizou na sexta-feira (22) a primeira eutanásia legal de sua história desde a aprovação da chamada Lei da Morte Digna. O procedimento ocorreu em um hospital de Montevidéu e envolveu uma paciente de 69 anos diagnosticada com câncer em estágio terminal.
A mulher estava internada havia cerca de dez dias no Hospital da Polícia, onde recebia cuidados paliativos. Segundo informações divulgadas pela imprensa uruguaiana, ela sofria de câncer pancreático avançado com metástases em órgãos como pulmões, rins e fígado.
De acordo com relatos, a paciente havia decidido formalmente pela eutanásia ainda no início deste ano, após agravamento do quadro clínico e interrupção dos tratamentos médicos convencionais. Um dos seis filhos acompanhou todo o procedimento realizado pela equipe médica.
O Uruguai aprovou a legalização da eutanásia em outubro de 2025, tornando-se o terceiro país da América Latina a permitir esse tipo de procedimento, ao lado da Colômbia e do Equador.
A legislação uruguaia estabelece que o procedimento pode ser solicitado apenas por adultos diagnosticados com doenças incuráveis, irreversíveis e em estágio terminal, desde que exista sofrimento considerado insuportável e deterioração severa da qualidade de vida.
O tema segue gerando debates éticos, médicos e jurídicos em diferentes países, especialmente sobre autonomia do paciente, cuidados paliativos e limites legais relacionados ao fim da vida.
A regulamentação uruguaia prevê protocolos específicos para autorização do procedimento, incluindo avaliação médica, confirmação da condição clínica e manifestação formal da vontade do paciente.
*Da Agência Fonte Exclusiva
