A Universidade de Princeton decidiu encerrar uma tradição acadêmica que durava mais de um século após o avanço das ferramentas de Inteligência Artificial (IA). A instituição anunciou que, a partir de 1º de julho, todas as provas presenciais passarão a ter supervisão obrigatória de professores.
A mudança foi aprovada pelo conselho de docentes da universidade com apenas um voto contrário e representa o fim do chamado “sistema de honra”, criado em 1893.
O modelo era baseado na confiança entre estudantes e instituição, permitindo que os próprios alunos realizassem exames sem fiscalização direta, assumindo o compromisso de não cometer fraudes acadêmicas.
Segundo informações divulgadas pelo jornal universitário The Daily Princetonian, a decisão ocorre em meio à crescente preocupação com o uso de ferramentas de IA durante avaliações presenciais.
De acordo com o documento aprovado pela universidade, a popularização de dispositivos pessoais e aplicativos baseados em inteligência artificial tornou as irregularidades mais difíceis de serem percebidas pelos próprios estudantes, o que enfraqueceu o funcionamento do antigo sistema de confiança coletiva.
A avaliação da instituição é de que o novo cenário tecnológico exige mudanças nas formas de monitoramento acadêmico para preservar a integridade das provas e reduzir riscos de fraudes.
O sistema de honra de Princeton era considerado uma das tradições mais conhecidas da universidade e funcionava há 133 anos. Durante décadas, os próprios estudantes também tinham papel ativo na fiscalização ética dentro do campus.
Nos últimos anos, universidades em diferentes países vêm debatendo os impactos da inteligência artificial na educação, principalmente após a popularização de plataformas capazes de produzir textos, resolver exercícios e gerar respostas em poucos segundos.
O avanço dessas ferramentas tem levado instituições de ensino a rever métodos de avaliação, políticas de integridade acadêmica e formatos tradicionais de aplicação de provas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
