UFC vai pagar mais de R$ 2 bilhões a ex-lutadores em acordo judicial

Grupo proprietário "TKO Grou Holdings" anunciou novo acordo

UFC vai pagar mais de R$ 2 bilhões a ex-lutadores em acordo judicial; entenda

Alex Poatan em luta contra Jiri Prochazka no UFC 303 • Jeff Bottari/Zuffa LLC/Getty Images

Nesta quinta-feira (26), o UFC entrou em acordo de mais de R$ 2 bilhões (375 milhões de dólares) com um grupo de ex-lutadores no caso judicial chamado “processo antitruste”.

Comandado por um grupo de cerca de 1200 ex-atletas, o UFC é alvo de duas ações distintas, e chegou a um acordo para encerrar uma delas. O processo acontece depois de 10 anos, quando entre dezembro de 2014 e março de 2015, duas ações coletivas foram movidas contra o ultimate.

O que ex-atletas alegam

A liga, presidida por Dana White, é alvo de acusações por parte dos atletas de que a empresa faria uso de práticas ilegais contra a concorrência, assim, estabelecendo um monopólio de mercado. Isso viria através de contratos exclusivos com atletas de elite, coerção e aquisições. Tal prática viola a chamada “Lei Sherman”, que prega pela livre concorrência.

Cung Le, Kyle Kingsbury, Kajan Johnson e Brandon Vera são alguns dos ex-lutadores responsáveis pelo processo. Mudanças estruturais nos contratos do Ultimate também foram exigidas.

O grupo afirmava que o UFC “prendia” os atletas em contratos longos, o que impedia organizações concorrentes de competir no mercado. A acusação defendia que os contratos diminuíam salários e direitos dos lutadores.

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