Trump endurece discurso sobre Irã e aumenta tensão em meio a impasse nuclear

Presidente dos EUA não descarta ação militar enquanto negociações diplomáticas enfrentam novas divergências com Teerã.

Donald Trump eleva tom contra o Irã e indica possibilidade de ação militar caso negociações fracassem. Impasse envolve programa nuclear e sanções econômicas.

Imagem: Reprodução/ Imagem gerada por IA Via RT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom em relação ao Irã nesta segunda-feira (18), em meio ao impasse diplomático envolvendo negociações sobre um possível acordo nuclear entre os dois países.

Segundo informações publicadas pelo New York Post, Trump afirmou após reunião com sua equipe de segurança nacional que o Irã “sabe o que vai acontecer em breve” e sinalizou que não pretende flexibilizar sua posição nas conversas.

Ele também indicou que o “tempo está correndo” para um entendimento e não descartou ações militares caso o diálogo fracasse.

Ainda de acordo com o veículo, o presidente rejeitou a proposta de uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio iraniano, mencionada anteriormente nas negociações.

Em entrevista, afirmou: “Não estou disposto a nada neste momento”, destacando que há “coisas demais acontecendo” para detalhar o tema.

As discussões ocorreram após reuniões da equipe de segurança nacional em um clube de golfe na Virgínia, nos Estados Unidos.

Novos encontros estão previstos para esta terça-feira (19), em meio a pressões internas de setores mais duros da política externa norte-americana, que defendem uma postura mais agressiva em relação a Teerã.

Do lado iraniano, fontes ligadas às negociações afirmam que ainda existem “diferenças fundamentais” com Washington.

A agência Tasnim News Agency informou que o governo iraniano acusa os Estados Unidos de manter exigências consideradas “irreais” e reafirma que não pretende abrir mão de posições sobre a suspensão de sanções e o desbloqueio de ativos congelados.

Teerã também sustenta que não busca desenvolver armas nucleares, mas rejeita condicionar a redução das tensões a exigências impostas pelos Estados Unidos relacionadas ao seu programa nuclear.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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