A família do ativista brasileiro Thiago Ávila vive nesta quinta-feira (12) um momento de alívio e emoção após dias de tensão, silêncio e medo. Thiago embarcou de volta ao Brasil após ser preso por Israel durante missão humanitária rumo à Faixa de Gaza. A imagem do ativista dentro do avião, a caminho de casa, trouxe conforto à família, que até ontem enfrentava uma reviravolta dramática com sua colocação em solitária e início de uma greve de fome e sede.
Em declaração oficial e exclusiva à RT Brasil, a irmã de Thiago, Luana de Ávila, descreveu os sentimentos vividos nas últimas horas:
“A gente ficou muito feliz essa manhã quando a gente teve a notícia de que Israel tinha decidido, de fato, deportá-lo e mandá-lo para o Brasil. Ontem a gente tinha tido aquela reviravolta perturbadora. Ele ir para a solitária, greve de fome e sede, que torna as coisas bastante emergenciais. Então, a gente ficou muito aflito mesmo.”
Luana relatou que foram os momentos mais difíceis desde a interceptação da embarcação Madleen Liberty em águas internacionais. A incerteza e a falta de informações sobre o estado físico e psicológico do irmão elevaram a tensão da família.
“Talvez tenham sido os dias difíceis que eu passei mais aflição em relação ao meu irmão. Medo real e concreto das coisas, uma falta de informação. Então foi uma reviravolta de novo, dessa vez para o bem, e aí, logo na sequência, vendo fotos dele no aeroporto, fotos dele no avião. E isso vai só deixando o coração da gente mais quentinho, um coração que estava apertado, preocupado, né?”
Thiago desembarca no Brasil na manhã de sexta-feira (13), em São Paulo. Luana, que está em Brasília, ainda aguarda o reencontro com o irmão.
“Ele não vai chegar por Brasília, então eu ainda vou demorar um pouquinho para vê-lo. Quando eu o vir, eu vou abraçar muito, encher ele de beijo. Vou dizer para ele que ele é o meu herói e que a gente tem muito orgulho do que eles fizeram até aqui. Muito orgulho mesmo.”
Nos últimos dias, a RT Brasil revelou com exclusividade as condições da prisão de Thiago: ameaça de sete dias de solitária em cela escura e sem ar, a início de greve de fome, e a decisão dele e de outros sete ativistas de recusar documentos de deportação que implicariam em confissão de crime.
A embarcação Madleen Liberty, parte da missão internacional da Freedom Flotilla Coalition, foi interceptada pela Marinha israelense no início de junho. O grupo pretendia romper simbolicamente o bloqueio à Faixa de Gaza com uma ação civil e humanitária.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.
