Rússia admite escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias

Moscou já restringiu exportações de gasolina e combustível de aviação; veto total ao diesel está em análise

Moscou amplia restrições ao setor de combustíveis em meio à guerra contra a Ucrânia.

Reprodução | Agência Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu que o país enfrenta escassez de combustível em algumas regiões e afirmou que o governo estuda novas medidas para estabilizar o abastecimento interno. Entre as possibilidades em análise está a proibição total das exportações de diesel.

A declaração foi feita em meio ao aumento das dificuldades provocadas por ataques ucranianos contra refinarias e estruturas ligadas ao setor energético russo. Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou operações com drones contra instalações de petróleo, numa tentativa de reduzir a capacidade econômica e logística de Moscou durante a guerra.

Putin afirmou que ainda há problemas para motoristas e empresas, incluindo filas em postos e dificuldade para encontrar determinados tipos de combustível. O governo russo já adotou restrições sobre exportações de gasolina e combustível de aviação, enquanto avalia ampliar as medidas para o diesel.

A Rússia também passou a usar reservas de combustível e discute formas de ampliar a oferta no mercado interno. Entre as alternativas estão a aceleração de reparos em refinarias atingidas, mudanças tributárias para o setor e importações pontuais para atender regiões com maior pressão sobre o abastecimento.

A crise se espalhou por diferentes áreas do país. Relatos de autoridades locais, empresas e moradores indicam limites de venda, filas em postos e falta de determinados tipos de gasolina e diesel. As restrições são mais severas em regiões próximas a áreas sob pressão militar e em localidades afetadas por dificuldades logísticas.

No fim de semana, a Ucrânia afirmou ter realizado novos ataques contra refinarias russas, incluindo instalações nas regiões de Krasnodar e Yaroslavl. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem defendido esse tipo de operação como uma forma de enfraquecer a capacidade da Rússia de sustentar a guerra.

As autoridades russas afirmam que a situação está sob controle, mas reconhecem a necessidade de medidas adicionais para evitar alta de preços e garantir o abastecimento. O tema passou a ocupar espaço central nas discussões econômicas do governo, especialmente diante da proximidade do período de maior demanda por combustíveis.

A possível proibição das exportações de diesel representa uma tentativa de manter mais produto dentro do mercado russo. A medida, se adotada, pode afetar compradores externos e ampliar os impactos da guerra sobre o comércio internacional de derivados de petróleo.

Mesmo com as restrições, Moscou afirma que continuará buscando estabilidade no fornecimento interno. Analistas, no entanto, avaliam que a sequência de ataques a refinarias tornou o setor energético russo mais vulnerável e aumentou a pressão sobre a capacidade de produção e distribuição do país.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

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