O município de Quissamã, localizado no Norte Fluminense, enfrenta um desafio financeiro crítico após registrar uma queda de 16,8% na arrecadação em maio, motivada pela redução nas transferências de royalties do petróleo.
Com 95% de sua receita vinculada a repasses federais, estaduais e dos royalties, a cidade está à mercê das oscilações do mercado internacional de petróleo. O preço do barril, que chegou a US$ 80 em janeiro, caiu para US$ 58 recentemente, agravando a crise.
Ajustes fiscais sem cortes em serviços essenciais
Em entrevista à Rádio Quissamã FM, o prefeito Marcelo Batista detalhou medidas para evitar desequilíbrio nas contas públicas:
- Revisão de contratos e processos para eliminar gastos desnecessários.
- Preservação de empregos e serviços básicos, como saúde e educação.
- Transparência nas contas: “Não vamos esconder a realidade da população. Estamos agindo com responsabilidade para não afetar o poder de compra dos quissamaenses”, afirmou.
A vice-prefeita e secretária de Saúde, Sabrine Pereira, reforçou o compromisso com áreas prioritárias:
“Os ajustes são técnicos e não atingirão diretamente o cidadão. A saúde, por exemplo, seguirá com atendimento integral, mesmo neste cenário desafiador.”
Alerta da Ompetro e estratégias para diversificar a economia
A Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) alertou para uma possível piora nos repasses nos próximos meses.
Diante da incerteza, Quissamã acelera planos para reduzir a dependência do petróleo:
- Atração de empresas: A Guaraná Macaé já estabeleceu sede fiscal no município, e negociações avançam com uma confecção do setor offshore.
- Turismo como alavanca: O secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnaldo Mattoso, destacou avanços no setor, com foco em parcerias e infraestrutura.
União para superar a crise
Marcelo Batista pediu apoio popular:
“Contamos com a compreensão de todos. Preservar praças e prédios públicos é essencial para reduzir custos. Temos esperança de sair fortalecidos desta fase.”
Enquanto isso, a população aguarda respostas concretas em meio ao temor de que a crise do petróleo, que já afetou cidades vizinhas como Macaé e Campos, se aprofunde em Quissamã.