Petroleiro russo atraca em Cuba após meses sem fornecimento

País enfrenta dificuldades no abastecimento de combustível

Fornecimento ocorre após três meses sem novos envios.

Imagem | Agência Fonte Exclusiva

O navio petroleiro Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, atracou na manhã desta terça-feira (31) no porto de Matanzastransportando cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto, equivalente a aproximadamente 740 mil barris. A carga representa um alívio temporário para a crise energética enfrentada pela ilha caribenha, que há meses sofre com dificuldades no abastecimento de combustível.

De acordo com dados do sistema de monitoramento marítimo Marine Traffic, a embarcação chegou ao porto às 7h18 no horário local. O carregamento é o primeiro recebido por Cuba em cerca de três meses, período marcado por restrições no fornecimento de petróleo e impactos diretos no setor energético do país.

A escassez de combustível tem provocado dificuldades na geração de energia elétrica, transporte e funcionamento de serviços essenciais. Cuba necessita, em média, de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia, mas consegue produzir internamente apenas cerca de 40% desse total.

Após o desembarque, o petróleo passará por avaliação técnica e refino para produção de derivados como diesel e fuelóleo, utilizados principalmente na geração de energia e abastecimento de veículos. O processo pode levar alguns dias até que o combustível esteja disponível para uso.

O envio ocorre em um contexto de tensões envolvendo sanções e restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que não se opõe à chegada de carregamentos destinados a atender necessidades básicas da população cubana, como aquecimento, refrigeração e funcionamento de serviços essenciais.

Apesar da declaração, a Casa Branca informou que continuará analisando caso a caso possíveis novos envios, destacando que não houve mudança formal na política de sanções relacionadas ao país.

Especialistas avaliam que o volume recebido pode ajudar a reduzir o déficit energético por um período estimado entre 10 e 30 dias, dependendo da forma como o combustível será distribuído pelas autoridades cubanas. Setores estratégicos, como saúde, transporte e infraestrutura, devem ter prioridade no uso do recurso.

A chegada do petroleiro evidencia os desafios enfrentados por Cuba para garantir estabilidade no fornecimento de energia e reforça a dependência de importações para atender a demanda interna.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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