O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Internacional
acordo tragedia de mariana

Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Divulgação)

Novo acordo de Mariana envolve R$ 170 bi: quanto cada um recebe por tragédia da barragem?

Valor global inclui R$ 132 bilhões em novos recursos para diferentes fins e R$ 38 bilhões já desembolsados via Fundação Renova; desastre em Minas foi em 2015

Redação Por Redação
25/10/2024 - 17:40
em Internacional
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

O governo federal divulgou nesta sexta-feira, 25, os detalhes do novo acordo para a reparação de danos causados pela tragédia de Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. O valor global chega a R$ 170 bilhões, sendo R$ 132 bilhões em novos recursos que serão destinados para diferentes fins e outros R$ 38 bilhões já desembolsados via Fundação Renova, criada após o desastre para as reparações.

O rompimento da barragem da Samarco deixou 19 mortos e lançou 13 mil piscinas olímpicas de lama tóxica na Bacia do Rio Doce, com impactos em Minas Gerais e no Espírito Santo. Foi apontado à época como o maior desastre ambiental do País. A barragem do Fundão estava sob a responsabilidade da Samarco – controlada pelas mineradoras Vale (brasileira) e BHP Billiton (anglo-australiana).

O governo vai formalizar o compromisso de pagamento de R$ 100 bilhões em recursos novos destinados à políticas de reparação socioambientais, como o Estadão antecipou. As empresas envolvidas vão desembolsar esse valor para o Poder Público, no prazo de 20 anos.

“Estamos entregando o acordo possível. Com a assinatura da repactuação, estamos encerrando um ciclo”, disse o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, nesta sexta. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), disse que fica um “legado gigante” para as próximas gestões.

Leia Também

Governo Milei anuncia plano para desligar até 21 mil servidores na Argentina

FBI avalia contratar UFC para treinar agentes federais em técnicas de combate

Para o chefe da AGU, um acordo “insuficiente” era negociado em 2022. “No acordo vigente, nos foi apresentada proposta que previa a extinção da maioria das obrigações, não previa retirada de rejeitos, o valor insuficiente de R$ 65 bilhões. E parcela significativa dos recursos era destinado para infraestrutura, com destinação livre pelos Estados. Não apresentava solução para a saúde coletiva”, acrescentou Messias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, cobrou publicamente de seus ministros que estejam prontos para apresentarem projetos de uso da verba. “Se não dermos conta do recado, daqui a 20 meses, aquilo que hoje é festejado como o maior acordo já feito, vai ser cobrado do governo como a pior coisa que já aconteceu.”

O que será pago agora?

  • R$ 32 bilhões em indenizações e obrigações a fazer, como remoção de rejeitos do reservatório Risoleta Neves, recuperação de nascentes reassentamento das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo;
  • As indenizações incluem R$ 35 mil aos atingidos em geral e R$ 95 mil aos pescadores e agricultores; a estimativa é de que 300 mil pessoas que terão direito a receber esses valores;
  • R$ 39,83 bilhões diretamente aos atingidos (sem contar as indenizações), como R$ 6,5 bilhões em programas de retomada econômica, R$ 3,75 bilhões em programas de transferência de renda, R$ 8 bilhões para indígenas, entre outros;
  • R$ 16,13 bilhões para recuperação ambiental, o que inclui R$ 8,13 bilhões para a União e R$ 6 bilhões para os Estados;
  • R$ 17,66 bilhões indiretamente aos atingidos e ao meio ambiente;
  • R$ 15,29 bilhões para saneamento e rodovias, sendo R$ 11 bilhões para obras de esgoto e R$ 2 bilhões para obras contra enchentes. As obras viárias incluem a duplicação das rodovias BR-262 e BR- 356;
  • R$ 1,66 bilhões para o município de Mariana, no âmbito da ação civil pública;
  • R$ 6,1 bilhões aos 49 municípios afetados na calha do Rio Doce;
  • R$ 1,86 bilhão para ações institucionais, de transparência, etc.

As empresas ficam obrigadas a implementar em até 150 dias após a homologação do acordo o sistema indenizatório. A Fundação Renova, que foi alvo de críticas ao longo da apresentação do novo acordo, será extinta quando o documento de reparação for homologado.

No discurso, Lula ainda afirmou que é preciso mudar a cultura de gestão de grandes companhias. Segundo ele, “muitas vezes o dinheiro que poderia ter evitado a tragédia que aconteceu é usado para pagar dividendos”.

O acordo é divulgado poucos dias após a Justiça britânica ter iniciado a análise de ação que cobra reparações financeiras pela tragédia. A Corte estrangeira decidirá, em um julgamento previsto para durar três meses, sobre possível indenização aos atingidos. O caso é considerado maiores processos ambientais coletivos do mundo.

A BHP diz fazer esforços para concluir o processo de reparação e compensação. Afirma ainda que ser obrigada a apresentar defesa de ação judicial no Reino Unido prejudica o trabalho em curso no Brasil.

Ações por área

Meio Ambiente

Na área ambiental, o Fundo Ambiental da União e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo receberão um total de R$ 14,3 bilhões para projetos de recuperação e compensação ambiental na Bacia do Rio Doce. Outros R$ 17,5 bilhões serão destinados aos mesmos Estados para projetos de natureza mista (social, ambiental e de retomada econômica da Bacia), sendo que até 20% do valor poderá ser aplicado fora da Bacia. Ainda entre as medidas ambientais, R$ 2 bilhões serão destinados à constituição de um fundo perpétuo, com rendimentos aplicados no enfrentamento às consequências das enchentes: retirada de lama, recuperação de solos, infraestrutura entre outros.

Saúde

Na área da saúde, foram alocadas medidas para a saúde coletiva na Bacia do Rio Doce. O investimento totaliza R$ 12 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões destinados à infraestrutura e equipamentos, e R$ 8,4 bilhões para constituir um Fundo Perpétuo. O fundo visa a utilizar os rendimentos para custeio adicional ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região. A gestão dos recursos será compartilhada entre a União (Ministério da Saúde) e os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais, com repasse aos municípios

Previdência Social

A União também se compromete a ressarcir gastos extraordinários com a Previdência Social, que incluem ações acidentais e a manutenção da condição de segurança especial para os pescadores afetados. Este programa beneficiará cerca de 20 mil pescadores que não puderam exercer suas atividades desde o rompimento até dois anos após a homologação do acordo. O custo previsto é de R$ 495 milhões.

Retomada Econômica

Para a retomada econômica da região, foi criado um Fundo Popular da Bacia do Rio Doce, com investimento de R$ 5 bilhões. Este fundo será usado em projetos e programas de fomento produtivo, rural, e em educação, ciência, tecnologia e inovação, com deliberação direta das comunidades afetadas.

Pesca e Aquicultura

Um investimento de R$ 2,44 bilhões será destinado à liberação gradual da pesca, atualmente suspensa, conforme os planos de ordenamento foram elaborados. A gestão será compartilhada entre União Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Infraestrutura

um total de R$ 4,3 bilhões serÁ investidos na duplicação e melhorias das rodovias federais que atravessam a Bacia do Rio Doce, especificamente nas BR-262 e BR-356. A responsabilidade pelas ações na BR-262 ficará com o governo federal. Já a BR-356 com o governo de Minas Gerais.

Políticas públicas

Um repasse de R$ 6,1 bilhões será feito aos 49 municípios da calha do Rio Doce, distribuído conforme um índice definido pelo Consórcio dos Municípios (Coridoce). A adesão será voluntária e individual de cada município. Para indígenas, povos e comunidades tradicionais serão destinados R$ 8 bilhões, que serão geridos por esses grupos.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Terra.

Tags: #Mariana Galvão
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Venezuela acusa Brasil de barrar sua entrada no Brics: “agressão”

Próxima notícia

Relembre lendas do futebol que nunca venceram a Bola de Ouro

Redação

Redação

Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados." ... Millôr Fernandes

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital