Mais de 350 pinguins aparecem mortos em menos de cinco dias no litoral sul de SP

Instituto de Pesquisas Cananéia aponta hipóteses como escassez de alimento, doenças e interação com pesca para mortes em Ilha Comprida

Mais de 350 pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos em Ilha Comprida (SP) em quatro dias, segundo o IPeC. Hipóteses incluem falta de alimento, doenças e pesca.

Imagem: ilustração/canvas

O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou mais de 350 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) mortos em Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, entre os dias 15 e 19 de agosto. Segundo o órgão, todos os animais já estavam em decomposição, o que impossibilita identificar a causa exata.

Entre as hipóteses para a mortalidade estão os efeitos da migração, a dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, doenças infecciosas e a interação com a pesca. O monitoramento é realizado pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades da Petrobras.

Em boletim anterior, divulgado em 18 de agosto, o IPeC já havia alertado para o alto número de encalhes neste ano. Muitos animais chegaram debilitados, com baixo peso, hipotermia, problemas respiratórios e marcas de redes de pesca.

Até a data, 166 pinguins haviam sido registrados, mas apenas 19 foram resgatados com vida. Um deles, batizado de P07, foi o primeiro a completar todo o processo de recuperação e está pronto para reintegração ao grupo.

Apesar do resgate bem-sucedido, o IPeC alerta que os números são preocupantes e que a temporada de 2025 apresenta condições mais críticas do que nos últimos anos.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Sair da versão mobile