Maduro convoca alistamento militar geral na Venezuela em resposta a tensões com os EUA

Presidente venezuelano mobiliza milícias nacionais e anuncia plano para ativar 4,5 milhões de pessoas após EUA enviarem navios de guerra à região e aumentarem recompensa por sua captura.

Nicolás Maduro anuncia alistamento militar em massa na Venezuela para enfrentar "ameaças imperialistas" dos EUA, que enviaram esquadra naval ao Caribe e aumentaram recompensa por informações sobre o líder venezuelano.

Imprensa presidencial da Venezuela.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quinta-feira a convocação de um processo de alistamento militar em todo o país para este fim de semana. A medida é uma resposta direta à escalada das tensões com os Estados Unidos, que incluiu o envio de uma esquadra naval à região e o aumento da recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano.

A convocação será realizada em quartéis, praças públicas e sedes das Bases Populares de Defesa Integral. “Convoquei um processo de alistamento nacional de toda a força miliciana”, declarou Maduro, incentivando reservistas e cidadãos a “dar um passo à frente para dizer ao imperialismo: ‘basta de suas ameaças'”.

Contexto de Tensão Bilateral

As relações entre os dois países atingiram um novo patamar de crise no início de agosto, quando o governo norte-americano elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que resultem na captura de Maduro. A Casa Branca o acusa, sem apresentar provas públicas, de liderar um cartel de drogas.

Esta semana, a tensão aumentou com a ordem dos EUA para o envio de um esquadrão anfíbio ao sul do Mar do Caribe. De acordo com a agência Reuters, os navios USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale — transportando 4.500 soldados, incluindo 2.200 fuzileiros navais — poderiam se posicionar na costa venezuelana já neste domingo.

Resposta Venezuelana: “Nervos de Aço” e Mobilização

Em resposta à movimentação militar norte-americana, Maduro anunciou a ativação de um “plano especial” para mobilizar 4,5 milhões de milicianos em “todo o território nacional”. O presidente enfatizou a preparação das forças: “Milícias preparadas, ativadas e armadas”.

Em discurso, Maduro pediu “nervos de aço, calma e sensatez” à população, mas foi enfático ao declarar: “Nenhum império virá tocar o solo sagrado da Venezuela, nem deve tocar o solo sagrado da América do Sul”. A estratégia de defesa se insere no chamado “Plano Nacional de Soberania Simón Bolívar”.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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