Israel reage a países que reconheceram Palestina e promete expandir assentamentos

Declaração foi feita neste domingo (21/9) após aliados de Israel reconhecerem a soberania palestina.

Benjamin Netanyahu afirmou que Israel não aceitará a criação do Estado palestino, após Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecerem a soberania palestina. A situação gera tensão na ONU e promete influenciar negociações de paz.

Agência: RT Brasil

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (21/9) que não haverá criação de um Estado palestino. A afirmação veio em resposta ao reconhecimento formal da Palestina pelo Reino Unido, Canadá e Austrália, e se dirige também a outros países que podem seguir o mesmo caminho na reunião da ONU nesta segunda-feira (22/9), organizada pela França e Arábia Saudita, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho uma mensagem clara: vocês estão premiando o terrorismo. Nenhum Estado palestino será estabelecido a oeste do rio Jordão”, disse Netanyahu, reforçando sua postura de não ceder às pressões internacionais. Ele anunciou ainda a expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, ação que, na prática, inviabiliza a criação de um Estado palestino.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a iniciativa dos países ocidentais como uma declaração unilateral que “desestabiliza a região e compromete futuras negociações de paz”.

O reconhecimento da Palestina por Austrália, Canadá e Reino Unido representa uma mudança significativa na política externa dessas nações. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que a medida visa reviver as esperanças de uma solução de dois Estados. Mark Carney, do Canadá, afirmou que o país quer colaborar na construção de um futuro pacífico para israelenses e palestinos. Anthony Albanese, da Austrália, reforçou o direito histórico do povo palestino a um Estado próprio.

Portugal também informou que seguirá a iniciativa em apoio à Palestina. Para a liderança palestina, esses reconhecimentos “são passos fundamentais para uma paz justa e duradoura”, segundo o presidente Mahmud Abbas.

Outros países devem formalizar o reconhecimento na cúpula de Nova York, prevista para esta segunda-feira, que abordará a solução de dois Estados como caminho para a paz. Enquanto isso, os Estados Unidos, aliado histórico de Israel, criticaram a iniciativa franco-saudita.

A tensão coincide com a intensificação da ofensiva israelense em Gaza. Desde outubro de 2023, após ataques do Hamas, Israel já registrou mais de 65 mil mortos palestinos, segundo o Ministério da Saúde local, enquanto os ataques do grupo radical causaram 1.219 mortes em Israel, principalmente civis. Uma comissão da ONU classificou a ação israelense em Gaza como genocídio, o que é contestado por Tel Aviv.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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