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ataque a hospital de gaza

Segundo governo palestino, muitas pessoas ainda permanecem enterradas sob os escombros Reprodução

Israel divulga vídeo para negar ataque a hospital em Gaza

Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que centenas de pessoas morreram em um ataque ao hospital Ahli Arab, na cidade de Gaza.

Redação Por Redação
17/10/2023 - 22:23
em Internacional
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As Forças de Defesa de Israel divulgaram um vídeo para afirmar que o país não foi o resposável pela explosão que atingiu o hospital Ahli Arab, na cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, nesta terça-feira (17).

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas afirmou que centenas de pessoas morreram em um ataque ao hospital. O Hamas afirma que os israelenses foram responsáveis pela explosão.

Em uma entrevista coletiva pela internet, Daniel Hagari, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel disse que o foguete que atingiu o hospital, pela forma como explodiu, não poderia fazer parte do arsenal de Israel e que, no momento do ataque, não havia nenhuma operação militar israelense em curso com alvos naquela região.

As forças israelenses divulgaram imagens em que um ponto de luz — que seria um foguete da Jihad Islâmica — perde altitude repentinamente.

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Antes de divulgar as imagens, as forças de Israel já haviam divulgado um comunicado no qual afirmam que hospitais não são alvos deles. Os israelenses afirmaram que a Jihad Islâmica foi quem atacou o hospital.

Veja abaixo a íntegra da nota das autoridades israelenses:

“A partir da análise dos sistemas operacionais das Forças de Defesa de Israel, foi lançada uma barragem de foguetes inimigos em direção a Israel que passou nas proximidades do hospital, quando este foi atingido. De acordo com informações de inteligência, de diversas fontes de que dispomos, a organização Jihad Islâmica Palestina (JIP) é responsável pelo lançamento fracassado que atingiu o hospital.”

O porta-voz da Jihad Islâmica nega que eles sejam os responsáveis pela explosão do hospital em Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “terroristas selvagens atacaram o hospital em Gaza, e não as Forças de Defesa de Israel”.

Segundo o governo de Israel, desde o dia 7 de outubro, cerca de 450 foguetes que foram disparados a partir da Faixa de Gaza contra Israel caíram dentro do território palestino.

O que é a Jihad Islâmica

A Jihad Islâmica é um grupo terrorista ligado ao Hamas. A Jihad foi fundada na década de 1980, no Egito por estudantes universitários de Gaza. É considerado um grupo terrorista também pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel. Ao longo do tempo, assumiu ataques suicidas e terroristas e não reconhecem a existência do Estado Israelense. No ataque do dia 7 de outubro, uniu-se à ação do Hamas.

Número de mortos

O próprio Ministério da Saúde de Gaza deu informações divergentes sobre a quantidade de vítimas:

Inicialmente, o órgão publicou um comunicado afirmando que 200 pessoas morreram no bombardeio.
Em um segundo momento, o porta-voz do ministério, Ashraf al-Qidra deu uma entrevista a uma TV e disse que o total de vítimas chegava a 500.

Já um porta-voz da Defesa Civil de Gaza afirmou que havia 300 mortos. O chefe do órgão disse que as equipes ficaram sobrecarregadas e não conseguiram atender adequadamente aos chamados de emergência.
Posteriormente, o Ministério da Saúde de Gaza informou, no Telegram, que havia centenas de pessoas mortas, e não 500.

Muhammad Abu Salima, diretor de um outro hospital na cidade de Gaza para o qual muitos dos feridos foram levados, afirmou ao “New York Times” que é difícil estimar a dimensão das explosões, mas que entre mortos e feridos há mais de 500 pessoas. Segundo ele, pedaços de corpos se misturaram no local.

Tanto o Ministério de Saúde quanto a Defesa Civil de Gaza são controlados pelo Hamas. Em um comunicado, o grupo terrorista citou centenas de vítimas sob os escombros. O hospital Ahli Arab, administrado pela Igreja Anglicana, abrigava muitos civis de Gaza que não tinham onde dormir. No sábado (14), o edifício já tinha sido atingido por foguetes.

De acordo com as Convenções de Genebra, ataques a hospitais são considerados crimes de guerra.

Autoridade Palestina decreta luto

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto pelo ataque ao hospital. Para a Autoridade Palestina, o ataque ao hospital foi um massacre.

A Autoridade Palestina é um grupo adversário do Hamas e não tem poder político na Faixa de Gaza.

Com informaçõeso do g1.

Tags: #Gaza#Hamas#Israel#Palestina
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