Um caso emblemático de erro judiciário nos Estados Unidos ganhou repercussão internacional nesta semana. Um homem condenado por assassinato em 1994 foi oficialmente inocentado por um juiz em Manhattan, na cidade de New York City, após passar 25 anos na prisão por um crime que não cometeu.
Harry Ruiz, hoje com 58 anos, foi absolvido depois que uma nova investigação conduzida pela Promotoria de Manhattan identificou falhas graves no processo original. Ele havia sido condenado pela morte de Emmanuel Felix, ocorrida em agosto de 1993, no bairro de Harlem.
Segundo os documentos revisados pela Justiça, a condenação foi baseada principalmente no depoimento de uma adolescente de 13 anos. A nova apuração revelou que a testemunha apresentou contradições importantes durante o julgamento.
Além disso, promotores da época teriam concedido cerca de US$ 17 mil em pagamentos e benefícios à mãe da testemunha, informação que não foi repassada à defesa, como exige a lei norte-americana.
Outro ponto decisivo foi o surgimento de relatos posteriores indicando que o homicídio teria sido encomendado por terceiros, sem qualquer ligação com Ruiz. Essas informações também não foram devidamente consideradas anteriormente.
Ao anular a condenação, o juiz criticou duramente a condução do caso e destacou a gravidade de manter uma pessoa inocente encarcerada por décadas.
Ruiz, que conquistou liberdade condicional em 2019, declarou sentir alívio após a decisão. Emocionado, afirmou esperar que outros presos injustamente condenados também tenham seus casos revistos.
Especialistas avaliam que o caso reforça o debate sobre erros judiciais, ocultação de provas e necessidade de revisão de condenações antigas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
