Os Estados Unidos flexibilizaram temporariamente parte das sanções contra a Venezuela para permitir transações relacionadas ao socorro humanitário após dois fortes terremotos atingirem o país na noite de quarta-feira, 24. A medida foi adotada em meio à mobilização internacional para envio de equipes de resgate, apoio médico e assistência emergencial às áreas mais afetadas.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano, o OFAC, emitiu a Licença Geral nº 60, autorizando operações vinculadas aos esforços de ajuda às vítimas dos terremotos. A autorização busca evitar que restrições econômicas impeçam ou atrasem ações humanitárias no país.
A Venezuela foi atingida por dois abalos de grande magnitude em sequência. Segundo registros citados por agências internacionais, os tremores tiveram magnitude 7,2 e 7,5 e ocorreram em um intervalo de menos de um minuto, afetando principalmente áreas do norte do país e provocando danos em edifícios, vias, serviços públicos e estruturas essenciais.
Balanços atualizados divulgados pela imprensa internacional apontam que o número de mortos já passa de 900, com milhares de feridos e dezenas de milhares de pessoas ainda reportadas como desaparecidas. Equipes de emergência seguem atuando em operações de busca e resgate, enquanto autoridades locais tentam restabelecer energia, atendimento médico e acesso a áreas isoladas.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência e mobilizou forças de segurança e equipes de apoio para atuar nas regiões atingidas. O desastre também ampliou a pressão sobre um país que já enfrentava fragilidades em infraestrutura, saúde pública e abastecimento.
Ajuda internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está disposto a ajudar a Venezuela diante da tragédia. O secretário de Estado, Marco Rubio, também anunciou apoio por meio de equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária.
A flexibilização das sanções permite que organizações, empresas e instituições envolvidas no socorro realizem transações que, em outras circunstâncias, poderiam ser barradas pelas restrições americanas ao governo venezuelano. A autorização tem caráter específico e está relacionada aos esforços de resposta ao desastre.
Além dos Estados Unidos, outros países anunciaram ou prepararam apoio às vítimas. Equipes estrangeiras de resgate foram enviadas para auxiliar nas buscas, enquanto organismos internacionais acompanham o impacto humanitário dos terremotos.
Comunicação e infraestrutura
Os tremores também afetaram a infraestrutura de comunicação e transporte em algumas áreas. Empresas privadas anunciaram iniciativas para restabelecer conectividade nas regiões atingidas, incluindo oferta temporária de internet via satélite em locais com redes danificadas.
A destruição provocada pelos terremotos comprometeu prédios, aeroportos, estradas e serviços básicos em diferentes pontos do país. Autoridades venezuelanas informaram que parte da rede elétrica foi restabelecida, mas comunidades ainda relatam dificuldades de acesso a energia, água, alimentos e atendimento médico.
Especialistas classificaram o episódio como um evento sísmico raro, em razão da ocorrência de dois tremores de grande magnitude em sequência. A proximidade entre os abalos aumentou o potencial destrutivo e dificultou a resposta inicial das equipes locais.
A ajuda internacional deve continuar nos próximos dias, enquanto as buscas por sobreviventes prosseguem. A prioridade das autoridades e equipes humanitárias é resgatar pessoas presas sob escombros, atender feridos, garantir abrigo às famílias desalojadas e restabelecer serviços essenciais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
