EUA ampliam guerra jurídica e sancionam juízes do Tribunal Penal Internacional

Governo Trump impõe restrições financeiras a quatro magistrados do TPI em retaliação a investigações contra Israel e tropas americanas

EUA anunciam novas sanções contra juízes e promotores do TPI, congelando seus ativos no país. Medida é uma retaliação direta a investigações sobre Israel e Afeganistão.

Tribunal Penal Internacional (TPI)

Em uma escalada da guerra jurídica contra a justiça internacional, o governo dos Estados Unidos impôs sanções a dois juízes e dois promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI). A medida é uma retaliação direta às investigações da corte contra líderes israelenses e por crimes de guerra supostamente cometidos por tropas americanas no Afeganistão.

Em comunicado, o secretário de Estado Marco Rubio classificou o TPI como “uma ameaça à segurança nacional” e um “instrumento de guerra jurídica” contra os EUA e Israel. As sanções congelam quaisquer ativos que os magistrados tenham em território americano e os excluem do sistema financeiro do país, em uma estratégia similar à aplicada anteriormente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Quem foi sancionado e por quê?

Os alvos das sanções são:

Reações internacionais e isolamento dos EUA

A decisão foi amplamente criticada pela comunidade internacional. A França emitiu um comunicado instando Washington a retirar as sanções, destacando que o papel dos juízes é “essencial na luta contra a impunidade”. As Nações Unidas alertaram que as medidas “minam os alicerces da justiça internacional” e impõem “sérios obstáculos” ao trabalho da promotoria.

Em contrapartida, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou a decisão americana.

O TPI sob pressão

Criado em 2002, o TPI enfrenta resistência constante de grandes potências que não reconhecem sua jurisdição, como EUA, China, Rússia e Israel. Esta é a segunda rodada de sanções sob o governo Trump – a primeira ocorreu em 2020 contra a então procuradora-chefe Fatou Bensouda.

Apesar de ter jurisdição em 125 países, o tribunal não possui uma força policial própria e depende da cooperação dos estados-membros para fazer cumprir suas decisões, um desafio que se amplia significativamente com a oposição aberta de uma superpotência.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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