O calendário das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos começou oficialmente nesta sexta-feira (4), com o envio das primeiras cédulas pelo correio na Carolina do Norte. O início da votação antecipada ocorre enquanto tribunais americanos analisam mudanças propostas para os procedimentos do voto postal.
O governo do presidente Donald Trump defende alterações nas regras utilizadas para a votação à distância. Entre as medidas apoiadas pela administração está a ampliação do uso de códigos de barras nos envelopes que transportam as cédulas.
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou parte das mudanças, mas uma decisão posterior de uma juíza federal bloqueou a aplicação das novas regras. Segundo a magistrada, não haveria tempo suficiente para alterar os procedimentos antes da realização das eleições.
Votação presencial será em novembro
A votação presencial das eleições de meio de mandato está marcada para 3 de novembro.
Os eleitores americanos irão às urnas para escolher os integrantes da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das cadeiras do Senado.
As eleições de meio de mandato, conhecidas nos Estados Unidos como midterms, ocorrem no meio do mandato presidencial e costumam ter impacto direto sobre a composição do Congresso e sobre a capacidade do governo de aprovar sua agenda.
O voto pelo correio, por sua vez, tornou-se um dos principais pontos de discussão política e judicial em torno das regras eleitorais americanas.
ONU debate novas formas de representar o mundo nos mapas
Enquanto os Estados Unidos avançam no calendário eleitoral, uma decisão tomada na Organização das Nações Unidas também gerou repercussão internacional nesta sexta-feira.
A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que propõe discutir mudanças na forma como o planeta é representado nos mapas. A iniciativa questiona distorções presentes em determinadas projeções cartográficas, especialmente aquelas que podem alterar a percepção sobre o tamanho relativo dos territórios.
A proposta foi apresentada por países africanos e defende a utilização de uma projeção chamada “Terra em Igualdade”. A ideia é oferecer uma representação mais equilibrada das dimensões das diferentes regiões do planeta.
Proposta teve apenas um voto contrário
A resolução recebeu amplo apoio na Assembleia Geral. Foram 164 votos favoráveis, um contrário e seis abstenções.
Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a proposta.
Apesar da aprovação, a resolução não tem caráter obrigatório para os países-membros. Além disso, a iniciativa não determina a substituição dos mapas utilizados em atividades específicas, como navegação ou orientação geográfica.
A discussão está relacionada principalmente à maneira como os mapas podem influenciar a percepção sobre a dimensão e a importância territorial de diferentes regiões, especialmente da África.
*Da Agência Fonte Exclusiva
