Descoberta histórica na Antártica tem participação de cientistas brasileiros

Nova espécie de pinguim é reconhecida oficialmente após mais de um século sem registros inéditos.

Equipe com participação brasileira identifica nova espécie de pinguim e redefine classificação científica.

📸Reprodução/Gettyimages.ru / Patrick J. Endres Via RT

Uma equipe internacional de pesquisadores, com participação de cientistas brasileiras, anunciou a descoberta oficial de uma nova espécie de pinguim na Antártica.

O reconhecimento foi publicado recentemente na revista científica Communications Biology e marca a primeira descrição de uma espécie inédita de pinguim em mais de 100 anos.

Batizada de Pygoscelis kerguelensis, a nova espécie pertence ao grupo dos pinguins-gentoo e foi identificada após análises genéticas, ecológicas e evolutivas conduzidas pelos pesquisadores.

Segundo o estudo, os cientistas encontraram quatro linhagens evolutivas distintas dentro do grupo anteriormente tratado como uma única espécie. As diferenças foram confirmadas por meio de exames genéticos e observações relacionadas ao comportamento e à adaptação ambiental dos animais.

Os pesquisadores apontam que mudanças climáticas e barreiras oceânicas contribuíram para o isolamento das populações ao longo de centenas de milhares de anos, favorecendo a separação genética entre os grupos.

A nova espécie vive em regiões extremamente isoladas, como o arquipélago de Kerguelen, localizado no sul do Oceano Índico.

De acordo com os cientistas, a identificação demorou décadas porque os animais possuem aparência muito semelhante à de outros pinguins-gentoo já conhecidos.

Entre os autores do trabalho estão as pesquisadoras brasileiras Debora Y. C. Brandt e Gisele P. M. Dantas.

O estudo recebeu apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Programa Antártico Brasileiro, que contribuíram para o desenvolvimento das pesquisas na região antártica.

A descoberta é considerada importante para a biologia e para os estudos sobre conservação ambiental, já que a correta identificação das espécies ajuda cientistas a entender melhor os impactos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas polares.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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