Bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça produção de alimentos e acende alerta global

Interrupção no fluxo de fertilizantes pode impactar safras e colocar milhões em risco de fome, segundo a ONU.

Tensão no Estreito de Ormuz afeta transporte de fertilizantes e pode provocar crise alimentar global, com milhões de pessoas em risco.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

O bloqueio do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, passou a gerar preocupação internacional não apenas pelos efeitos no mercado de petróleo, mas também pelos impactos diretos na produção global de alimentos.

Considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, a região concentrava, antes da atual crise no Golfo Pérsico, cerca de um terço do comércio internacional de fertilizantes.

Com o aumento das tensões e as restrições à navegação, o transporte de insumos agrícolas tem sido prejudicado.

De acordo com Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, foi criada uma força-tarefa para tentar assegurar a circulação de produtos essenciais como ureia, amônia e enxofre, fundamentais para a produção agrícola.

A principal preocupação é evitar uma crise alimentar em países altamente dependentes desses insumos. Entre os mais vulneráveis estão Sudão, Somália, Moçambique, Quênia e Sri Lanka.

Estimativas da Organização das Nações Unidas indicam que uma interrupção prolongada pode colocar até 45 milhões de pessoas em risco de fome.

O cenário se torna ainda mais crítico porque o período de plantio já começou em várias regiões, especialmente na África, onde as próximas colheitas são essenciais para garantir o abastecimento local.

A ONU avalia que, caso haja consenso entre os países-membros, pode ser criado um corredor emergencial para a passagem de fertilizantes em cerca de uma semana, mesmo diante da instabilidade na região.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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