A Austrália se tornou o primeiro país do mundo a bloquear integralmente o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. A medida, que entrou em vigor à meia-noite de terça-feira (9), atinge dez plataformas populares, incluindo TikTok, YouTube, Instagram e Facebook — estas últimas pertencentes à Meta*, segundo informou a agência Reuters.
Pelas regras, empresas que permitirem o uso por menores de idade poderão ser multadas em até 33 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 119 milhões).
Governo celebra e jovens reagem
O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou a iniciativa como um “dia de orgulho” e defendeu que a restrição trará impacto direto na saúde mental e no bem-estar das crianças.
“Isso fará uma enorme diferença. É uma das maiores mudanças sociais e culturais que nosso país já enfrentou. É uma reforma profunda que continuará a repercutir em todo o mundo”, afirmou Albanese, que incentivou os jovens a buscar outras atividades fora do ambiente digital.
Mas a medida dividiu opiniões. Enquanto muitos adultos elogiaram o bloqueio, grupos de jovens tentaram impedir sua implementação por meio de ações legais. Para eles, a lei representa um controle excessivo do Estado e ignora o papel das redes na socialização contemporânea.
Contexto global
A decisão australiana reacende o debate internacional sobre o impacto do consumo de vídeos curtos e uso intensivo de plataformas na saúde mental dos adolescentes. Países da Europa e dos Estados Unidos estudam medidas mais duras de regulação, mas nenhum havia adotado um bloqueio total de acesso até agora.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
*Da Agência Fonte Exclusiva
