Ataques de EUA e Israel deixam ao menos 201 mortos e 747 feridos no Irã, diz Crescente Vermelho

Ofensiva militar atingiu 24 províncias iranianas e incluiu bombardeio contra escola primária, ampliando a crise no Oriente Médio.

Ataques militares ao Irã provocam alto número de vítimas e aumentam a preocupação internacional com a escalada do conflito no Oriente Médio.

Fatemeh Bahrami/Anadolu/RT

Pelo menos 201 pessoas morreram e outras 747 ficaram gravemente feridas após os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no sábado (28), segundo balanço divulgado pela Sociedade Crescente Vermelho iraniana.

De acordo com a organização humanitária, a ofensiva atingiu 24 das 31 províncias do país, demonstrando a dimensão nacional dos bombardeios e ampliando o impacto humanitário da escalada militar no Oriente Médio.

Escola primária entre os alvos

Um dos ataques mais graves atingiu uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do Irã. Autoridades iranianas informaram que dezenas de estudantes, professores e familiares estavam no local no momento da explosão.

Relatos iniciais indicam pelo menos 85 mortos e mais de 90 feridos no episódio, considerado um dos eventos mais letais desde o início da ofensiva. Equipes de resgate continuaram as buscas por sobreviventes sob os escombros nas horas seguintes ao ataque.

Imagens verificadas por veículos internacionais mostram o prédio escolar destruído e moradores tentando retirar vítimas da área atingida, enquanto autoridades locais classificaram o episódio como uma tragédia humanitária.

Ofensiva militar e justificativa dos ataques

Israel afirmou que a operação teve como objetivo eliminar ameaças consideradas estratégicas à segurança nacional, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano. Explosões foram registradas em diversas regiões do país, incluindo áreas próximas à capital Teerã.

Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o envolvimento americano na ofensiva militar, defendendo a ação como necessária para proteger interesses de segurança dos EUA e de seus aliados.

Washington e Tel Aviv vinham pressionando o Irã há meses para limitar o enriquecimento de urânio. O governo iraniano, por sua vez, mantém a posição de que seu programa nuclear possui finalidade exclusivamente pacífica.

Reação iraniana e risco de escalada

Autoridades iranianas declararam que o país está preparado para responder com ataques considerados “pesados” caso novas ofensivas ocorram. O governo também reiterou que interromper totalmente o programa nuclear é uma condição considerada inaceitável.

A crise se intensificou após declarações do presidente Donald Trump na véspera dos ataques, quando afirmou estar insatisfeito com o andamento das negociações nucleares e exigiu garantias de que o Irã não desenvolveria armas atômicas.

Analistas internacionais avaliam que o conflito representa um dos momentos mais críticos da geopolítica global nas últimas décadas, aumentando o temor de uma guerra regional de grandes proporções.

Organizações internacionais e líderes mundiais passaram a defender cessar-fogo imediato e retomada das negociações diplomáticas para evitar a ampliação do confronto.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

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